Na madrugada desta terça-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda dentro de sua cela na Polícia Federal. Ele bateu a cabeça em um móvel enquanto dormia, segundo relato de sua esposa, Michelle Bolsonaro. O incidente ocorreu em um ambiente onde o quarto permanece fechado, o que atrasou o primeiro atendimento.
A situação só foi percebida quando a equipe foi chamá-lo para uma visita. Ele recebeu atendimento médico dos profissionais da Polícia Federal de plantão no local. Os médicos constataram que os ferimentos eram leves e que não havia necessidade imediata de levá-lo a um hospital.
A orientação foi apenas manter o ex-presidente em observação. No entanto, sua defesa entrou com um pedido urgente para que ele fosse removido para exames mais detalhados. Eles alegam risco concreto à saúde dele, devido ao histórico médico recente.
Atendimento e decisão judicial
A Polícia Federal emitiu uma nota informando sobre o ocorrido. A corporação seguiu o protocolo e destacou que qualquer encaminhamento para um hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal. Enquanto isso, os advogados de Bolsonaro descreveram o caso como grave.
Eles pediram a transferência imediata para realizar exames de imagem, com acompanhamento de sua equipe médica pessoal. O objetivo seria evitar um possível agravamento do seu estado. A queda gerou suspeita de traumatismo craniano, o que preocupa a defesa.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, já havia negado um pedido de prisão domiciliar na semana passada. Ele avaliou que o quadro de saúde do ex-presidente apresentava melhora, conforme laudos médicos. Agora, um novo pedido deve ser analisado diante desse episódio.
Histórico de saúde recente
Bolsonaro retornou para a carceragem da PF no dia 1º de janeiro. Ele havia passado oito dias internado para tratar uma hérnia na virilha e crises persistentes de soluço. Esses problemas são consequências da facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018.
Durante aquela internação, os exames revelaram um caso severo de apneia do sono. Para isso, ele começou a usar um aparelho chamado Cpap durante a noite. As cirurgias para conter os soluços mostraram que ele tem uma condição rara, que exigirá tratamento constante.
Os médicos concluíram que a solução não será cirúrgica, mas envolverá acompanhamento de longo prazo, como fisioterapia. O ex-presidente também recebeu prescrição para medicamentos contra depressão. Sua defesa insiste que a prisão domiciliar é necessária para a continuidade dos cuidados.
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O ex-presidente está preso preventivamente desde 22 de novembro, após tentar romper a tornozeleira eletrônica. A decisão foi mantida pela Primeira Turma do STF. O caso continua a se desenrolar, com a saúde sendo um dos pontos centrais das discussões judiciais.
Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec. O desfecho dessa situação ainda depende de avaliações médicas e decisões da Justiça. Enquanto isso, o episódio da queda reforça os desafios de gerenciar condições de saúde em um ambiente restritivo.
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