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BC reduz Selic em 0,25 ponto, a 14,75% ao ano, no primeiro corte de juros da gestão Galípolo

O Banco Central deu o primeiro passo para aliviar os juros no Brasil. Nesta quarta, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Ela caiu de 15% para 14,75% ao ano.

A decisão era esperada, mas veio com um pé atrás. O cenário internacional anda turbulento, com a guerra no Irã. Isso gerou uma grande incerteza nos mercados globais. O comitê preferiu um movimento mais cauteloso agora.

A reunião foi a primeira sob o comando de Gabriel Galípolo. O voto pela queda dos juros foi unânime entre os sete membros presentes. O colegiado evitou dar sinais claros sobre o ritmo dos próximos cortes.

Um corte esperado, mas moderado

Poucos dias atrás, a aposta do mercado financeiro mudou. Com a disparada do preço do petróleo, a expectativa de um corte maior esfriou. A tensão no Oriente Médio fez o Copom agir com mais moderação.

Antes da escalada do conflito, muitos esperavam uma redução de 0,50 ponto. A pesquisa com instituições financeiras mostrou essa divisão. A maioria, porém, já previa o movimento de 0,25 ponto que acabou ocorrendo.

O banco central dos Estados Unidos também manteve seus juros estáveis. A turbulência externa influenciou diretamente a postura do BC brasileiro. O primeiro passo foi mais conservador, mesmo com a pressão por reduções mais rápidas.

O longo ciclo de juros altos

Essa é a primeira queda da Selic em quase dois anos. A última redução aconteceu em maio de 2024. Na sequência, veio um longo ciclo de altas que elevou a taxa ao patamar atual.

Manter os juros em 15% por tanto tempo teve um objetivo claro: controlar a inflação. A estratégia mostrou resultados. O IPCA acumulado nos últimos doze meses está em 3,81%.

A meta central do Banco Central é de 3%, com uma margem de tolerância. O índice atual está dentro do limite estabelecido. Esse controle foi crucial para permitir o início do ciclo de cortes.

Os desafios à frente

Os riscos para os preços no curto prazo, no entanto, aumentaram. O barril do petróleo chegou perto de 105 dólares nesta semana. Para conter o impacto nos combustíveis, o governo tomou medidas.

As alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel foram zeradas até o fim do ano. Também foi autorizado um subsídio bilionário. Ainda é cedo para medir todos os efeitos dessas ações na inflação futura.

As projeções para a economia, por enquanto, seguem estáveis. Os analistas consultados pelo BC esperam uma inflação de 3,8% em 2027. O Copom já olha para os números do terceiro trimestre daquele ano.

O próximo encontro do comitê está marcado para o final de abril. Será a terceira reunião de um total de oito previstas para este ano. O caminho de baixa dos juros começou, mas seu ritmo ainda depende do mundo.

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