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Barbie do ICE já revelou ter matado cachorra a tiros

A história da política americana Kristi Noem ganhou as manchetes de um jeito que ela provavelmente não esperava. O motivo foi a revelação, em seu próprio livro, de que ela matou a tiros sua cachorra de estimação. O episódio, descrito em detalhes, gerou uma onda de repúdio e discussão sobre os limites da justificativa pessoal.

A republicana, ex-governadora de Dakota do Sul, relatou que a cadela, chamada Cricket, era considerada "intreinável" e "perigosa". Noem afirmou que "odiava aquela cachorra", classificando-a como "menos que inútil". O estopim teria sido um dia de caça arruinado e um ataque do animal a galinhas de um vizinho.

Ela então levou a cachorra até um poço de cascalho em sua propriedade e executou o animal. A decisão, segundo ela, reflete a realidade difícil da vida rural. Pouco depois, sua filha chegou da escola perguntando pelo bichinho de estimação, em uma cena que torna o relato ainda mais impactante para o público geral.

A morte do bode e a justificativa política

No mesmo dia fatídico, Kristi Noem decidiu que outro animal deveria morrer. Era um bode da fazenda, descrito por ela como "desagradável e malvado", com cheiro forte e que perseguia seus filhos. O animal, que sequer tinha um nome, foi alvo de seus tiros.

O primeiro disparo feriu o bode, que tentou fugir, mas não foi suficiente. A política então efetuou um segundo tiro para concluir o ato. Em sua narrativa, essas ações são apresentadas como exemplos de decisões difíceis que precisam ser tomadas, seja em casa ou na vida pública.

Ela defende que episódios assim demonstram seu caráter e disposição para encarar temas complexos sem hesitar. A mensagem subjacente é clara: quem pode fazer escolhas duras na fazenda estaria preparado para a rudeza da política. A estratégia, no entanto, saiu pela culatra.

A reação pública e a sugestão infeliz

A revelação do livro foi recebida com horror por muitos setores, especialmente pelos opositores do Partido Democrata. Políticos democratas classificaram o relato como "perturbador e horrível", pedindo aos eleitores que rejeitem candidatos que se orgulham de matar animais.

A polêmica escalou quando Noem decidiu estender a lógica ao cachorro do presidente Joe Biden. Ela sugeriu que o pastor-alemão Commander, que teve incidentes com agentes da segurança, "deveria se encontrar com Cricket". A ironia foi entendida como uma sugestão de que o animal presidencial também merecia ser sacrificado.

A Casa Branca respondeu de pronto, chamando os comentários de "preocupantes e absurdos". A porta-voz na época lembrou que os americanos amam cães e estranharam uma líder falando assim. Noem, porém, manteve a posição nas redes sociais, dizendo não se arrepender e que situações assim são comuns no campo.

A persona da ‘Barbie do ICE’

Todo esse episódio se soma à controversa imagem que Kristi Noem cultiva há tempos. Seus críticos a apelidaram de "Barbie do ICE", numa referência à agência de imigração e controle alfandegário dos EUA. O motivo é a forma como ela parece buscar glamourizar operações de alto risco.

Ela frequentemente aparece em fotos muito produzidas ao lado de agentes, em poses que mais parecem campanhas publicitárias. Em outras ocasiões, já gravou vídeos ameaçando imigrantes dentro de prisões e até apontou um rifle simbolicamente para a cabeça de um agente, em um gesto considerado de mau gosto.

Essas atitudes, somadas às mortes de civis em operações do ICE sob sua gestão e a recente polêmica dos animais, causam descontentamento até dentro de seu próprio partido. Muitos republicanos passaram a questionar seu julgamento e a pedir sua saída de cargos de relevância. A narrativa da mulher dura que toma decisões difíceis parece, agora, ter custado mais do que ela poderia imaginar.

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