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Atacante diz como ligação de Rogério Ceni mudou rumo da carreira

Você conhece a história do brasileiro que virou lenda no futebol asiático? Bergson, um centroavante que rodou por vários clubes no Brasil, encontrou seu lugar ao sol do outro lado do mundo. Sua trajetória, no entanto, quase tomou um rumo completamente diferente. Tudo mudou com uma ligação inesperada.

Aos 28 anos, ele passava por um momento difícil. Tinha poucas chances em Athletico e Ceará, e o desânimo começava a bater. Foi então que o telefone tocou. Do outro lado da linha, a voz era familiar para qualquer fã de futebol: Rogério Ceni, então técnico do Fortaleza.

A conversa foi um divisor de águas. Ceni expressou seu interesse e deu a confiança que faltava ao jogador. Bergson encarou aquele contato como um salva-vidas. Ele mesmo diz que o técnico foi um anjo em sua vida. A oportunidade no Fortaleza reacendeu sua carreira.

O pontapé inicial de uma nova vida

Bergson aceitou a proposta e se destacou no time cearense. Suas atuações chamaram a atenção, mas a saída de Ceni para o Flamengo reduziu seu espaço. Mesmo assim, o breve período de boa fase foi suficiente. O olheiro de um clube da Malásia, o Johor, gostou do que viu.

A mudança para a Ásia parecia um salto no escuro, mas se transformou na melhor decisão de sua carreira. Lá, ele se tornou uma estrela absoluta. Em cinco anos, os números alcançados são simplesmente impressionantes. Informações inacreditáveis como estas mostram o tamanho do feito.

Foram 174 jogos e incríveis 178 gols marcados. Ele é o maior artilheiro da história do campeonato malaio, com 118 gols. Em 2022, superou todos os grandes nomes do planeta. Com 46 gols em um único ano, Bergson foi o artilheiro mundial considerando apenas clubes.

A mente por trás dos recordes

Como um jogador mantém essa fome de gol ano após ano? Aos 34 anos, Bergson credita seu sucesso a uma mentalidade específica. Ele fala em sempre buscar evoluir e estabelecer novos objetivos. Assim que conquista uma marca, já pensa na próxima.

Essa ambição saudável, somada ao trabalho diário, mantém seu farol aceso. Ele não se contenta e busca a competência técnica constante. Para ele, a combinação de fome e preparo é a chave. É um conselho que vale para qualquer profissão.

O atacante evita pensar muito no futuro distante. Prefere viver cada mês, desfrutando do lugar onde é feliz e valorizado. Essa filosofia simples tem dado certo. Ele se sente em casa na Malásia, onde a torcida o idolatra.

O interesse do Brasil e um possível novo país

No fim do ano passado, com seu contrato perto do fim, houve movimento. Bergson confirmou que clubes da Série A brasileira buscaram informações sobre sua situação. A curiosidade do futebol nacional pelo seu futebol era real.

No entanto, as negociações de renovação com o Johor já estavam avançadas. O jogador optou por continuar sua história na Ásia. A estabilidade e o carinho recebido falaram mais alto. O capítulo malaio ainda não tem data para terminar.

Um novo twist pode estar por vir. A seleção da Malásia tem sondado o jogador para uma naturalização. Com cinco anos residindo no país, ele se torna elegível. Bergson tem conversado sobre a proposta, que gradualmente ganha força.

Os primeiros passos e uma polêmica no Maracanã

Sua estreia no profissional foi bombástica, e não apenas pelo palco. Em 2009, pelo Grêmio, ele entrou nos minutos finais de um jogo contra o Flamengo no Maracanã. A partida valia o título brasileiro para os rubro-negros.

Um empate do Grêmio daria a taça ao rival Internacional. Após sua entrada, uma leitura labial viralizou. Circulou que ele teria dito para o time parar de chutar ao gol. A acusação era grave: sugerir que ele não queria o título do Fla.

Bergson nega veementemente até hoje. Ele disse que, na verdade, incentivou Douglas Costa a continuar atacando. Na época, um jovem de 18 anos, estava apenas extasiado por atuar ao lado de ídolos como Adriano. A polêmica, segundo ele, nasceu de uma interpretação errada.

Passagem pelo Brasil e um trauma coletivo

Sem espaço no Grêmio, ele iniciou uma jornada por vários clubes. Passou por Vila Nova, Ypiranga-RS, Juventude e Portuguesa. Em 2014, chegou à Chapecoense, time que vivia sua primeira campanha na Série A. Lá, conviveu com um grupo especial.

Entre seus companheiros, estavam jogadores como Danilo, Bruno Rangel e Dener Assunção. Este último era um amigo próximo, da época da base do Grêmio. Dois anos depois, veio a tragédia que chocou o mundo.

O acidente aéreo com a delegação da Chape em 2016 foi um baque profundo. Perder amigos tão próximos marcou sua vida para sempre. O medo de voar, conta ele, é uma consequência que carrega até os dias atuais.

Sua carreira no Brasil ainda teve passagens por Náutico, Paysandu, Athletico, Ceará e, finalmente, o Fortaleza. Foi no time cearense que ele brilhou de verdade em solo nacional. Foi o artilheiro da Série B de 2017, com 16 gols. Tudo sobre carreira e superação você acompanha aqui.

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