O México vive um dia tenso e trágico após a queda de um dos maiores nomes do crime organizado. A morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o El Mencho, em uma operação militar no domingo, desencadeou uma violenta reação. Nesta segunda-feira, ataques coordenados contra forças de segurança resultaram na morte de 25 agentes da Guarda Nacional.
Os ataques aconteceram em seis ações distintas, concentradas no estado de Jalisco, território dominado pelo cartel que El Mencho liderava. O ministro da Segurança, Omar García Harfuch, confirmou os números em coletiva. Ele também informou a prisão de 70 pessoas em sete estados diferentes, um reflexo da ampla rede do grupo criminoso.
As autoridades estão em alerta máximo, monitorando qualquer movimento dentro do cartel. O temor é de uma reestruturação violenta para decidir quem assumirá o comando. Escolas permanecem fechadas em pelo menos oito estados como medida de precaução, enquanto a população tenta seguir com a rotina em meio à instabilidade.
A queda do líder
El Mencho foi morto durante um transporte para a Cidade do México, onde receberia tratamento médico. Ele estava escoltado por comparsas quando o Exército interceptou o comboio. Além dele, outros três integrantes do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) morreram no confronto. Três ficaram gravemente feridos e dois foram presos.
A operação resultou na apreensão de um arsenal significativo. Os militares encontraram armamentos pesados, incluindo modelos capazes de abater aeronaves e destruir veículos blindados. Três soldados ficaram feridos durante a ação, que contou com apoio de inteligência dos Estados Unidos.
Os EUA consideravam El Mencho o criminoso mais procurado do México. O Departamento de Estado oferecia uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua captura. O cartel sob seu comando é acusado de ser o maior traficante de cocaína, heroína e metanfetamina do país, expandindo seus negócios recentemente para o fentanil destinado ao mercado norte-americano.
Consequências imediatas e reações
A resposta à morte do líder foi rápida e violenta. Grupos ligados ao cartel incendiaram ônibus e carros, usando os veículos para bloquear estradas em Jalisco. No domingo, foram registrados 229 bloqueios em todo o país, uma tática para dificultar o deslocamento das forças de segurança. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que as vias já estão liberadas.
Ela pediu calma à população e disse esperar a normalização dos voos no aeroporto de Puerto Vallarta até esta terça-feira. Sheinbaum também anunciou a criação de um grupo de trabalho para investigar a lavagem de dinheiro dos cartéis, destacando que a prioridade absoluta é garantir a paz e a segurança no país.
O governo norte-americano comemorou o resultado da operação. Christopher Landau, subsecretário de Estado, classificou a morte de El Mencho como um grande avanço. Enquanto isso, um alerta de segurança foi emitido para cidadãos americanos no México, recomendando que permaneçam abrigados em várias regiões consideradas de alto risco neste momento.
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