Uma pesquisa recente jogou luz sobre a corrida eleitoral no Ceará, que só acontece em 2026. Os números revelam um movimento curioso: o peso de aliados famosos pode mudar completamente o jogo. Sem esses apoios, a disputa aparece bem mais acirrada e indefinida.
O estudo testou diferentes cenários com e sem a presença de figuras políticas influentes ao lado dos candidatos. Os resultados mostram como o eleitorado cearense reage a essas combinações. É um primeiro retrato de como as alianças estão moldando as preferências do público, muito antes da campanha oficial começar.
A pesquisa ouviu mais de 1.500 pessoas em Fortaleza, na região metropolitana e em cidades do interior. A margem de erro é pequena, o que dá confiança aos números apresentados. O cenário ainda está se formando, mas essas primeiras pistas são valiosas para entender os rumos da política local.
O poder dos aliados de peso
Quando os nomes aparecem vinculados a seus principais apoiadores, o panorama se transforma. O governador Elmano de Freitas, do PT, ganha uma força impressionante. Em um cenário com o apoio do presidente Lula, do ministro Camilo Santana, de Cid Gomes e de Evandro Leitão, ele alcança 53% das intenções de voto.
Isso seria suficiente para uma vitória já no primeiro turno, conforme as regras eleitorais. A soma de apoios populares e bem posicionados cria uma frente ampla e poderosa. O eleitor, nesse caso, parece enxergar não apenas o candidato, mas toda a rede política que o sustenta.
Na mesma simulação, Ciro Gomes, do PSDB, associado a nomes como André Fernandes, Roberto Cláudio, Capitão Wagner e Tasso Jereissati, fica com 28%. O senador Eduardo Girão, do Novo, aparece com 9% ao lado de Michelle Bolsonaro. A diferença é grande e mostra a força de uma coalizão organizada.
A disputa fica mais apertada
A situação muda drasticamente quando os candidatos são apresentados sozinhos, sem a menção a seus padrinhos políticos. Nesse cenário puro, a disputa fica muito mais equilibrada e competitiva. A liderança de Elmano permanece, mas de forma menos confortável.
Em um primeiro teste, ele registra 41% das intenções de voto. Ciro Gomes vem logo atrás, com 37%. Essa diferença está dentro da margem de erro da pesquisa, o que configura um empate técnico. Girão marca 6%. O número de indecisos, nulos e brancos sobe consideravelmente.
Em outro cenário, com Roberto Cláudio substituindo Ciro Gomes na disputa, Elmano vai a 48%. O ex-prefeito de Fortaleza fica com 20%, e Girão com 11%. A lição é clara: sem a sombra dos aliados, o eleitor avalia os nomes de forma mais individual. A decisão se torna menos óbvia e mais pessoal.
A lembrança espontânea do eleitor
A pesquisa também perguntou, de forma espontânea, em quem a pessoa votaria se a eleição fosse hoje. Sem ver uma lista de nomes, o eleitor precisa buscar a informação na memória. Esse resultado mede a popularidade e a penetração de cada figura no imaginário público.
Nesse quesito, Elmano de Freitas lidera com 27% das citações. Ciro Gomes aparece em segundo lugar, sendo lembrado por 10% dos entrevistados. O ministro Camilo Santana é mencionado por 3%. Outros nomes, como Capitão Wagner e André Fernandes, têm 1% cada.
O dado mais significativo aqui, porém, é outro: 52% dos cearenses ouvidos afirmaram não saber em quem votariam ou não responderam à pergunta. Esse enorme contingente de indecisos demonstra que a corrida está realmente apenas no início. Há muito espaço para convencimento e mudanças.
As simulações de segundo turno
Caso o pleito vá para um segundo turno, o impacto das alianças continua decisivo. Em um confronto direto entre Elmano e Ciro, sem menção a apoiadores, há um novo empate técnico: 42% contra 41%. Cada voto seria precioso e a campanha final seria intensa.
Se a disputa fosse entre Elmano e Roberto Cláudio, o governador abre vantagem, chegando a 51% contra 26%. Mas, quando os candidatos são apresentados com seus aliados de peso, Elmano consolida a vitória nos dois cenários. O respaldo de lideranças nacionais e estaduais parece dar segurança ao eleitor.
Com sua rede de apoio, ele alcançaria 55% contra os 34% de Ciro. No embate com Roberto Cláudio, a margem seria ainda maior: 56% para o governador e 30% para o ex-prefeito. As alianças, portanto, não só definem o primeiro turno, mas também pavimentam o caminho para uma eventual vitória no segundo.
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