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Aparelho que capta sinal de celular em presídio será usado em buscas em MG

A tecnologia que ajuda a localizar celulares dentro de presídios agora tem uma missão diferente e urgente. Ela está sendo usada na busca por pessoas desaparecadas após as fortes chuvas que castigaram a Zona da Mata de Minas Gerais. Agentes federais especializados foram deslocados para Juiz de Fora para integrar a força-tarefa. O objetivo é usar todo recurso disponível para trazer alívio e respostas às famílias que aguardam notícias.

O equipamento técnico, desenvolvido em Israel, é normalmente um aliado na segurança de unidades prisionais. Seu funcionamento é baseado na detecção de sinais de telefonia móvel. Ele consegue identificar a presença de um aparelho em um raio que pode variar entre 50 e 100 metros. Essa precisão é crucial em um cenário de desastre, onde cada minuto conta.

Quando o sistema capta um sinal em uma área de busca, as equipes de resgate são imediatamente acionadas para o local exato. A grande vantagem é que o celular não precisa estar visível ou acessível. Se estiver ligado, mesmo soterrado sob lama ou escombros, ele pode emitir o sinal que levará os bombeiros até a vítima. É uma esperança concreta em meio à destruição.

### O cenário de devastação nas cidades mineiras

Juiz de Fora viveu seu mês mais chuvoso desde o início dos registros históricos. A madrugada desta quinta-feira trouxe novos temporais, agravando ainda mais a situação já crítica. O trabalho de resgate e identificação segue sem parar, e o balanço de vítimas infelizmente aumenta. Até o início da tarde, o número confirmado de mortos ultrapassou a marca de cinquenta.

A maior parte das fatalidades, quarenta e nove, ocorreu em Juiz de Fora. Outras seis foram registradas na cidade de Ubá. Paralelamente, as buscas continuam por pelo menos treze pessoas desaparecidas. Onze são de Juiz de Fora e duas de Ubá. É um trabalho doloroso e meticuloso, que exige persistência e sensibilidade de todos os envolvidos.

Mais de duzentas e trinta e oito pessoas já foram resgatadas com vida nas operações nos dois municípios. Em Juiz de Fora, vinte e um pacientes permanecem internados. O sistema de saúde local já realizou quarenta e quatro atendimentos relacionados ao desastre desde o início da semana. O impacto humano é profundo e exigirá um longo período de recuperação.

### A difícil tarefa de cuidar dos vivos e honrar os mortos

Além da busca pelos desaparecidos, há um enorme esforço logístico e humanitário em andamento. O processo de identificação dos corpos é fundamental para dar algum conforto às famílias. Em Juiz de Fora, quarenta e seis corpos já foram identificados e liberados para os familiares. Em Ubá, todos os seis corpos encontrados também passaram pela perícia e foram entregues.

O número de pessoas desalojadas, que perderam suas casas, chega a mais de cinco mil. Elas estão espalhadas por Juiz de Fora, Ubá e também Matias Barbosa. São famílias inteiras que, de uma hora para outra, perderam tudo. Elas precisam de abrigo, alimento, água e apoio psicológico para começar a reconstruir suas vidas.

A situação é um retrato de como eventos climáticos extremos podem transformar completamente a realidade de uma comunidade. Informações inacreditáveis como estas mostram a força da natureza e a resiliência necessária para enfrentá-la. A solidariedade e a tecnologia, lado a lado, são ferramentas indispensáveis nesse momento de reconstrução e acolhimento.

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