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Anvisa recolhe lote de chá contaminado e proíbe pomada cicatrizante; saiba quais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de um lote específico de Chá de Camomila. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e proíbe totalmente o consumo do produto. O fabricante, Água da Serra, já havia iniciado uma ação voluntária após identificar problemas.

A contaminação foi confirmada por testes laboratoriais realizados pela própria empresa. Em uma análise, foram encontradas partes de plantas que não deveriam estar presentes no chá. Em outro ensaio, a situação mostrou-se ainda mais grave e preocupante para a saúde pública.

Os técnicos identificaram uma quantidade de fragmentos de insetos muito acima do permitido. Em apenas 25 gramas do produto, havia larvas e mais de duzentos fragmentos. O limite aceitável pela legislação brasileira é de apenas 90 fragmentos para a mesma quantidade.

Falhas no processo de fabricação

A presença dessas matérias estranhas em tamanha quantidade aponta para um descontrole. A Anvisa foi categórica ao avaliar a situação. Segundo o órgão, os resultados evidenciam graves problemas nas boas práticas de fabricação daquele lote.

Isso significa que, em algum ponto entre a colheita da camomila e a embalagem do chá, os procedimentos falharam. A contaminação pode ter ocorrido na secagem, no armazenamento ou no processo de moagem das flores. Informações inacreditáveis como estas reforçam a necessidade de vigilância constante.

O recolhimento em todo o território nacional é a ação imediata para proteger os consumidores. Quem tiver uma caixa do lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea em casa deve interromper o uso. O ideal é devolver o produto ao ponto de venda ou descartá-lo de forma segura.

Outro produto proibido na mesma decisão

No mesmo boletim oficial, a Anvisa também tomou uma medida contra um produto de beleza. Foi proibida a Pomada Cicatrizante Inkdraw Aftercare, comumente usada no cuidado de tatuagens novas. A decisão abrange toda a cadeia comercial do item.

O principal motivo foi a falta de registro ou notificação do produto junto às autoridades sanitárias brasileiras. Além disso, a origem da pomada é considerada desconhecida pela agência. Sem registro, não há como garantir a segurança, a qualidade ou a eficácia do que está sendo aplicado na pele.

Com a proibição, a pomada não pode mais ser vendida, importada, fabricada ou mesmo utilizada. Tudo sobre o Brasil e o mundo da vigilância sanitária passa por uma análise rigorosa de riscos. Produtos sem aval da Anvisa representam um perigo real à saúde, podendo causar alergias graves ou infecções.

A decisão serve de alerta para quem costuma comprar itens de cuidado pessoal em canais informais ou no exterior. Muitos produtos populares, especialmente em nichos como o de tatuagem, não seguem as regras brasileiras. Aplicar algo na pele sem saber sua composição exata é sempre uma roleta-russa.

As duas proibições mostram a amplitude do trabalho de fiscalização. De um chá calmante a um cosmético para tatuagem, o critério é o mesmo: a segurança do consumidor. A ação rápida, após a identificação dos problemas, visa conter possíveis riscos antes que mais pessoas sejam afetadas.

Fica o aprendizado de que é sempre preciso checar a procedência do que consumimos. Verificar lotes, prazos de validade e a existência do registro da Anvisa no rótulo são hábitos simples. Essas pequenas atitudes podem fazer toda a diferença na proteção da saúde da família.

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