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Anvisa aprova indicação de Ozempic e Wegovy para reduzir risco de infarto e AVC

A Anvisa acaba de ampliar oficialmente o uso de um medicamento muito conhecido. A semaglutida, princípio ativo de remédios como Ozempic e Wegovy, agora também pode ser indicada para proteger o coração. A decisão vale para adultos que já têm doença cardiovascular ou vivem com obesidade e sobrepeso.

A medida é um passo importante na prevenção de problemas sérios. Antes famosa por ajudar no controle do diabetes e no emagrecimento, a substância ganha uma nova função. Médicos poderão receitá-la para reduzir riscos de infarto e acidente vascular cerebral.

Esses eventos, chamados de cardiovasculares adversos maiores, são uma grande preocupação. No Brasil, eles são responsáveis por cerca de 400 mil mortes todos os anos. A aprovação surge como mais uma ferramenta para mudar esse cenário.

Como a semaglutida protege o coração

A autorização não veio do nada. Ela se baseia em estudos apresentados pela fabricante à agência reguladora. A pesquisa mostrou que a semaglutida reduz significativamente a ocorrência de infartos e AVCs. O efeito é observado quando o remédio é usado junto com mudanças no estilo de vida.

Isso significa que a medicação sozinha não é uma solução mágica. A orientação médica continua sendo crucial. A estratégia mais eficaz combina o tratamento com uma dieta balanceada e a prática regular de atividade física.

O cardiologista Silvio Giopato, do HC da Unicamp, vê a decisão com otimismo. Ele acredita que a autorização pode diminuir a incidência de infartos a longo prazo. No entanto, os primeiros sinais positivos podem levar de dois a três anos para aparecerem.

O grande desafio do acesso e do custo

Apesar do benefício clínico, há um obstáculo enorme no caminho: o preço. O valor elevado desses medicamentos ainda os torna inacessíveis para a maioria da população. O tratamento precisa ser contínuo para oferecer o benefício pleno, o que pesa no bolso.

Há uma expectativa de que a situação possa melhorar em breve. A patente do Ozempic tem previsão de expirar, o que poderia abrir portas para versões genéticas. Versões mais acessíveis geralmente surgem após esse período, aumentando a concorrência.

Contudo, a proximidade desse prazo tem gerado movimentações no Congresso. A batalha de interesses em torno da patente é intensa. O desfecho desse processo será decisivo para definir se mais pessoas conseguirão o tratamento.

Um novo aliado para a saúde dos rins

A Anvisa também aprovou uma outra indicação importante. O Ozempic agora pode ser usado no tratamento de pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica associada. As duas condições estão profundamente ligadas e são uma combinação perigosa.

O diabetes é a principal causa de problemas renais crônicos no mundo. A glicose alta no sangue, com o tempo, danifica os vasos sanguíneos dos rins. Esses órgãos são filtros essenciais para o nosso corpo, e o prejuízo em seu funcionamento é grave.

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Nefrologia traz um dado alarmante. Cerca de 29% dos pacientes em diálise no Brasil são diabéticos. O estudo da fabricante mostrou que a semaglutida, com a terapia padrão, reduziu a progressão da insuficiência renal. O remédio também diminuiu mortes por eventos cardiovasculares nesse grupo.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. A ampliação do uso da semaglutida reflete um avanço da medicina. A ciência descobre novos usos para moléculas já existentes, otimizando recursos.

O caminho agora é tornar essas descobertas acessíveis na vida real. A discussão sobre saúde pública, custo de medicamentos e prevenção ganha um novo capítulo. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.

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