Você já parou para pensar no trabalho que um ator tem para criar um personagem do zero? André Lamoglia, que muitos conhecem da série espanhola "Elite", mergulhou de cabeça em uma realidade completamente nova para viver o Profeta, na trama "Os Donos do Jogo". Ele revelou os bastidores desse processo com uma sinceridade que a gente raramente vê. O mais curioso é que, para interpretar um bicheiro carioca, ele precisou estudar a história da contravenção no Rio. O universo do jogo ilegal era algo totalmente distante do seu cotidiano, mas era essencial entender essa cultura para dar vida à personagem.
A preparação para a série foi intensa e durou cerca de dois meses e meio antes do início das gravações. O ator contou que sua primeira etapa é sempre entender a mente do personagem, sua forma de pensar e se expressar. Ele leu o roteiro completo inúmeras vezes, buscando capturar cada detalhe. Lamoglia destacou que a história é cheia de entrelinhas e subtexto, exigindo uma dedicação extra. Para mergulhar nesse mundo, ele não só estudou a fundo o tema, como também consumiu diversos filmes do gênero máfia.
Comparando essa experiência com seu trabalho em "Elite", o ator vê os dois papéis como marcos igualmente importantes na sua carreira. Embora já tivesse atuado em outro idioma antes, o desafio em "Os Donos do Jogo" foi diferente. A trama se passa na sua própria cidade e é falada no seu idioma, mas explora uma realidade que ele só conhecia pela teoria. Ele considera um privilégio poder alternar entre personagens tão distintos, mostrando sua versatilidade como artista. Essa transição entre universos opostos é, para ele, uma enorme satisfação profissional.
Da fama internacional ao reconhecimento no Brasil
Com o sucesso das produções, Lamoglia virou um dos galãs do momento, mas lida com a fama de forma muito tranquila. Ele acredita que o prestígio é uma consequência natural do seu trabalho e esforço. O ator afirma que consegue manter os pés no chão, sem se deixar levar pela exposição. O carinho do público, seja nas ruas ou através dos comentários e edições nas redes sociais, é algo que o deixa genuinamente feliz. Ver que as pessoas gostaram da série e do seu personagem é a sua maior recompensa.
Uma diferença interessante que ele nota está no perfil dos fãs que o abordam hoje. Com "Elite" e suas séries na Disney, seu público era majoritariamente mais jovem. Agora, com uma trama adulta e brasileira, o alcance se ampliou. Ele recebe atenção de um grupo mais diversificado, o que reflete o sucesso da série em cativar diferentes faixas etárias. Essa mudança mostra como seu trabalho está ressoando com um espectro mais amplo de pessoas. É um novo tipo de reconhecimento que ele está aprendendo a conhecer.
Sobre a nova temporada já confirmada pela Netflix, Lamoglia está na mesma expectativa que todo mundo. Ele brinca que a continuação da história do Profeta é a "pergunta de milhões" que também o deixa ansioso. O ator aguarda com enorme expectativa para receber os novos roteiros e descobrir os rumos que sua personagem vai tomar. A confirmação da sequência gerou uma onda de curiosidade entre os fãs, e ele compartilha completamente desse sentimento. O próximo capítulo promete muitas novidades.
Os segredos dos bastientes que ninguém viu
Cenas de ação exigem muita energia e concentração, e os atores costumam ter truques para entrar no clima certo. Lamoglia revelou um detalhe divertido de uma das sequências mais tensas da série. Na cena em que o Profeta e Nelinho, vivido por Pedro Lamin, invadem a casa-cofre da família Guerra, eles usaram uma técnica curiosa. Para capturar a intensidade do momento, os dois colocaram suas balaclavas, aquelas toucas ninja, e conectaram fones de ouvido.
A trilha sonora escolhida para esse momento foi uma música de ação da banda Linkin Park. Ouvindo a mesma faixa de forma sincronizada, eles conseguiram sintonizar suas energias e mergulhar na atmosfera de tensão. Esse ritual ajudou a criar a vibe eletrizante que vemos na tela durante o assalto. É um daqueles segredos de bastidores que mostram como a magia do cinema realmente funciona.
Essa sincronia entre os atores foi fundamental para transmitir a seriedade e o perigo daquela missão para o público. Pequenos rituais como esse fazem toda a diferença na construção de uma cena convincente. A parceria com Pedro Lamin nesse momento específico foi crucial para o resultado final. A cena ficou carregada de adrenalina, exatamente como a trama pedia.