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Amiga de mulher arrastada por carro é morta, e marido é preso como suspeito

Na zona norte de São Paulo, mais uma mulher perde a vida em um cenário de violência doméstica. Priscila, de 22 anos, foi encontrada morta em um hospital municipal, com múltiplos ferimentos. Seu companheiro, Deivit, de 36 anos, foi preso como principal suspeito do crime, que está sendo investigado como feminicídio.

O casal tinha dois filhos pequenos e um histórico conturbado. Familiares da vítima descrevem um relacionamento marcado por ciúmes, controle e agressões. A tragédia ganha contornos ainda mais sombrios pela conexão com outro caso que chocou a cidade meses atrás.

Priscila era amiga de Tainara, jovem arrastada por um carro por cerca de um quilômetro no final do ano passado. Ela chegou a participar de protestos pela amiga, que ficou internada 25 dias antes de morrer. Agora, as duas histórias se cruzam no mesmo hospital, unidade que recebeu ambas as vítimas.

Os detalhes do crime

Na madrugada de segunda-feira, Deivit levou Priscila ao pronto-socorro. Ele chorava, parecia nervoso e exalava forte cheiro de gasolina. Suas roupas estavam encharcadas de combustível. Para os policiais, ele contou que haviam passado a noite em um bar e discutido.

Disse que, após a briga, deixou Priscila no local e foi comprar gasolina. O plano, segundo seu relato, era atear fogo no carro e em si mesmo. Ele afirmou ter desistido da ideia e retornado ao bar, onde encontrou a companheira caída e desacordada.

Foi então que decidiu levá-la ao hospital. A versão, no entanto, não se sustenta diante das evidências encontradas pelos agentes. No interior do veículo, havia manchas de sangue e tufos de cabelo. O forte odor de gasolina impregnava o automóvel.

As evidências e o histórico

O corpo de Priscila apresentava sinais claros de violência. Havia rigidez, múltiplas escoriações e lesões no rosto, costelas, pernas e braços. Em um dos braços, uma queimadura recente chamou a atenção. Os peritos acreditam que ela já estava morta ao chegar à unidade de saúde.

A mãe da vítima deu um depoimento crucial na delegacia. Ela revelou que a filha vivia um relacionamento abusivo há tempos. Em um áudio que ouviu, o suspeito ameaçava cortar a cabeça de Priscila caso ela o denunciasse.

Apesar do medo e das agressões, a jovem nunca formalizou uma queixa contra o companheiro. O silêncio, imposto pela violência, é um padrão triste em muitos casos de feminicídio. A apreensão do carro e do celular do suspeito busca reunir provas para entender a sequência dos fatos.

O desfecho judicial

Diante das graves evidências, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Deivit em preventiva. Isso significa que ele ficará detido, sem prazo definido, durante as investigações e o processo. O caso foi registrado no 73º DP, do Jaçanã, sob a qualificação de feminicídio.

Durante o interrogatório, o suspeito optou por permanecer em silêncio. A decisão judicial reflete a gravidade do crime e o risco à ordem pública. A história se repete de forma angustiante, mostrando a escalada da violência no ambiente doméstico.

Dois casos conectados por uma amizade e por um mesmo hospital evidenciam um problema social urgente. A sociedade precisa estar atenta aos sinais e as redes de apoio devem ser fortalecidas. Informações inacreditáveis como estas reforçam a necessidade de diálogo constante sobre o tema.

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