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Aliados de Derrite são exonerados da cúpula da PM de São Paulo

Uma grande reorganização está em curso nos altos escalões da Polícia Militar de São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas promoveu uma série de mudanças em postos-chave da corporação nesta sexta-feira. A movimentação atinge principalmente aliados do ex-secretário de Segurança, Guilherme Derrite.

Pelo menos catorze nomes ligados ao grupo do ex-secretário devem ser remanejados. A troca inclui cargos sensíveis, como o da chefia de inteligência e da corregedoria-geral da PM. A informação é de que o processo busca uma nova configuração no comando.

As mudanças foram antecipadas por reportagens nesta semana. Elas fazem parte de um movimento mais amplo para retirar da linha de frente os oficiais mais próximos de Derrite. A expectativa agora é sobre quem irá comandar as áreas estratégicas da segurança pública.

Uma troca de comando estratégica

Dois coronéis perderam posições centrais nessa reorganização. Pedro Luís de Souza Lopes, que chefiava a inteligência, foi transferido para o Comando de Policiamento Metropolitano. Em seu lugar, assume o coronel Caio Marcos de Oliveira, visto internamente como um dos melhores profissionais da área.

O corregedor-geral, coronel Fabio Sérgio do Amaral, também foi remanejado. Ele segue para um comando de área na região de Sorocaba, terra do ex-secretário Derrite. Quem assume a Corregedoria é o coronel Alex dos Reis Asaka, que antes comandava uma região da zona leste da capital.

Outro aliado que perde um posto de destaque é o coronel Paulo Sérgio de Melo. Ele deixou a Assessoria Policial Militar, órgão que cuida dos policiais na Secretaria de Segurança. Agora, ele vai para a escola de sargentos, uma posição considerada de menor prestígio dentro da carreira.

O executor das mudanças

Por trás dessa reestruturação, está a figura do secretário-executivo Henguel Ricardo Pereira. Coronel da reserva, ele recebeu uma missão direta do governador Tarcísio de Freitas. Integrantes da PM afirmam que ele tem carta branca para realizar as alterações que considerar necessárias.

Henguel determinou as trocas ao comandante-geral da PM, José Augusto Coutinho. Uma orientação específica foi dada: conversar antecipadamente com os oficiais afetados. A ideia é evitar o mal-estar ocorrido em fevereiro de 2024, quando Derrite removeu 34 coronéis que souberam da notícia apenas pelo Diário Oficial.

O objetivo declarado é dar um novo rumo à cúpula. A movimentação busca preencher os espaços com nomes técnicos e alinhados com a nova gestão. O foco, segundo o governo, está no combate ao crime organizado e na proteção da população.

O que ainda pode acontecer

As atenções agora se voltam para o futuro do delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian. Ele tem manifestado a amigos a intenção de concorrer a um cargo eletivo. Há uma possibilidade real de que ele seja retirado do posto antes do prazo obrigatório para o afastamento.

Três nomes já são cotados para assumir a função, caso haja vacância. Entre eles estão a delegada Ivalda Aleixo, atual chefe do Departamento de Homicídios, e os delegados Júlio Gustavo Vieira Guebert e Emygdio Machado Neto. Uma decisão sobre isso deve sair nos próximos dias.

O governo repete que todas as movimentações seguem critérios técnicos. A promessa é de que as mudanças vão aprimorar o trabalho policial em todo o estado. O cenário agora é de expectativa para ver como essa nova configuração vai funcionar na prática.

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