Dois adolescentes que estavam sendo apontados como suspeitos em um caso grave em Santa Catarina acabaram inocentados. A confusão começou nas redes sociais, onde informações equivocadas se espalham rapidamente. Você já imaginou ser acusado de um crime que não cometeu só porque seu nome parecia com o de outra pessoa?
Esse foi o pesadelo vivido por uma jovem de 22 anos e um adolescente de 15. Eles foram alvo de uma verdadeira campanha de ódio na internet, com ameaças e perseguições. Tudo por conta de um sobrenome parecido e de um possível testemunho falso que circulou online.
A polícia já confirmou que não há nenhuma ligação deles com os crimes investigados. A família da moça explicou que ela mora a quase 500 quilômetros de Florianópolis, local dos ataques. A justiça também emitiu um despacho favorável, afastando qualquer suspeita sobre o adolescente. É um alerta sobre os perigos do julgamento virtual antes da conclusão das investigações.
A investigação e a morte do cachorro Orelha
Enquanto os inocentes se livram da acusação, a polícia segue investigando os responsáveis por uma série de atos violentos. O caso mais triste é a morte do cão Orelha, no começo de janeiro. O animal sofreu um golpe forte na cabeça, possivelmente de um chute ou objeto contundente.
Orelha não resistiu aos ferimentos e morreu um dia depois, em uma clínica veterinária. Laudos periciais estão analisando os detalhes do ataque. O Ministério Público ainda avalia a necessidade de novos exames, mas o foco principal é identificar quem foi o autor desse ato de crueldade.
A violência, no entanto, não parou por aí. No dia seguinte à morte de Orelha, outro cachorro, conhecido como Caramelo, também foi vítima de maus-tratos. Câmeras de segurança flagraram um grupo de adolescentes perturbando o animal na praia.
Os flagrantes e os próximos passos
Nas imagens, é possível ver os jovens jogando o cachorro para dentro de um condomínio. Os porteiros precisaram intervir para ajudar o animal. A polícia informa que o grupo ficou no local consumindo bebidas alcoólicas e, segundo a investigação, tentou afogar o cão.
Até agora, quatro adolescentes já foram ouvidos pela polícia. Eles são investigados por maus-tratos, vandalismo e perturbação do sossego. Nesta semana, mais cinco jovens, incluindo um de apenas 14 anos, devem prestar depoimento.
O inquérito foi devolvido pela promotoria para que a polícia esclareça alguns detalhes específicos. Além dos crimes contra os animais, os atos de vandalismo a uma barraca de praia e desrespeito aos moradores da região também são alvo das investigações. As autoridades trabalham para chegar a uma conclusão em breve.
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