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Viviane Araujo avalia como se manteve relevante no Carnaval por mais de 30 anos

Há mais de trinta anos desfilando no Carnaval, Viviane Araújo ainda se espanta com a própria história. Rainha de bateria de duas escolas grandes, ela nunca planejou esse destino. A vida simplesmente a levou para a avenida, passo a passo, enquanto ela seguia outros planos.

Formada em educação física, seu sonho inicial era trabalhar em academias. O samba entrou de mansinho, sem alardes, e acabou se tornando seu caminho principal. O crescimento foi natural, mas constante, até chegar ao posto de destaque que ocupa hoje. Manter-se relevante após tantas mudanças no Carnaval é uma conquista que ela valoriza profundamente.

O percurso não foi sem obstáculos, especialmente para uma mulher nesse ambiente. A pressão por uma imagem específica sempre existiu, mas Viviane creditou sua permanência à autenticidade. Para ela, o segredo foi nunca deixar de ser quem é, abraçando o público com sua verdade. Essa conexão genuína fez toda a diferença.

A tensão que nunca some

Mesmo com tanta experiência, os dias de desfile ainda trazem aquele frio na barriga. A aglomeração, a maquiagem, toda a preparação – é um turbilhão que dificulta o relaxamento. Viviane busca a concentração no silêncio e na espiritualidade, momentos essenciais antes de pisar na passarela.

Ela prefere ficar mais quieta e focada enquanto se arruma, criando uma bolha de tranquilidade. Um ritual importante é sempre fazer uma oração pouco antes de entrar na avenida. Esse ano, além de rainha, ela também é musa do camarote Allegria, função que repete com satisfação.

A maternidade trouxe um novo olhar para toda essa correria. Seu filho, Joaquim, adora acompanhá-la nos ensaios, mas a energia da criança tem limite. Ele corre, brinca e se diverte, mas logo o cansaço da rotina intensa aparece. Viviane prefere dosar a presença dele, esperando que cresça um pouco mais para aguentar o ritmo.

Novos medos e novas conquistas

Ser mãe também amplificou um receio antigo: o medo de voar de helicóptero. Ela nunca foi fã desse transporte, e agora a cautela é redobrada. Avião ela encara por necessidade, mas helicóptero só em casos extremos e com tempo absolutamente bom. A responsabilidade materna mudou sua perspectiva sobre o risco.

Fora da avenida, Viviane celebra o sucesso de sua personagem na televisão. Em “Três Graças”, ela vive Consuelo, uma mulher que tenta colocar ordem na confusão da trama. A personagem traz um equilíbrio necessário, especialmente para o grupo envolvido no roubo da estátua, com um olhar mais cuidadoso e organizador.

O trabalho na novela também marcou um reencontro profissional com o cantor Belo, seu par romântico na história. A atriz elogia o profissionalismo e a dedicação dele, que estuda muito para o papel. O beixo entre os personagens foi tratado com naturalidade, apenas uma cena a serviço da trama. O foco, segundo ela, é fazer o público abraçar a relação que construíram.

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