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Intelectuais e ativistas denunciam asfixia energética dos EUA em Cuba como ‘terrorismo’

Um grupo diverso de artistas, acadêmicos e ativistas norte-americanos está levantando a voz. Eles publicaram uma carta aberta pedindo o fim de uma política que dura décadas. O alvo é o bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba.

A campanha, chamada "Let Cuba Live!", é um apelo direto à consciência do povo e do governo. Eles afirmam que medidas recentes tornaram a situação ainda mais cruel. O objetivo é pressionar a administração Trump e o Congresso para uma mudança.

A iniciativa reúne nomes conhecidos, como os atores Susan Sarandon e Mark Ruffalo. Junto deles, estão professores de universidades de prestígio e líderes de movimentos sociais. A união dessa frente ampla mostra que a questão vai muito além da política partidária.

A lógica de uma medida extrema

A carta aborda uma decisão específica do governo Trump. Ele impôs sanções a qualquer país que venda petróleo a Cuba. Na prática, isso é um estrangulamento da economia da ilha. A medida busca cortar o fornecimento de energia vital para hospitais, transportes e casas.

As consequências são descritas de forma muito clara. Famílias podem ficar sem luz para refrigerar alimentos ou estudar à noite. Hospitais seriam forçados a racionar energia, arriscando a suspensão de tratamentos. A distribuição de remédios e comida seria profundamente afetada.

Quem sofre mais são sempre os mais vulneráveis: crianças, idosos e pessoas doentes. Os signatários da carta não hesitam em classificar a tática. Provocar a fome em uma população inteira não é diplomacia, afirmam. Eles chamam essa estratégia de uma forma de terrorismo.

Uma ameaça fabricada

Por que os Estados Unidos mantêm essa política há tanto tempo? A campanha aponta para um motivo cínico. Declarar Cuba como uma "ameaça à segurança nacional" é uma narrativa conveniente. Ela serve para distrair a opinião pública dos graves problemas internos.

Enquanto isso, os EUA enfrentam crises de autoritarismo, violência policial e desigualdade social. A carta faz uma ligação importante. A mesma lógica desumana que busca o colapso de um país é usada internamente. Ela justifica a repressão contra comunidades imigrantes e pobres.

A educadora popular Claudia De La Cruz, uma das organizadoras, reforça esse ponto. Ela diz que os trabalhadores norte-americanos têm muito mais em comum com o povo cubano. As agressões de seu próprio governo não representam os interesses da população comum.

Solidariedade além da fronteira

Acabar com o bloqueio é visto como uma vitória para todos. Obviamente, aliviaria o sofrimento imediato do povo cubano, a principal vítima. Mas também beneficiaria os cidadãos dos Estados Unidos. Eles hoje são proibidos de estabelecer laços comerciais e de amizade normais com seus vizinhos.

A campanha lembra um fato incontestável da política internacional. Por mais de 30 anos, a Assembleia Geral da ONU votou, quase unanimemente, contra o embargo. O mundo todo condena a medida, que viola o direito internacional. A política externa precisa respeitar esse consenso global.

O pedido final é simples e direto: manter relações normais com Cuba. A ilha não representa nenhum perigo real. O documento termina com uma exigência clara, que é também um grito de humanidade. Deixem Cuba viver em paz e seguir seu próprio caminho.

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