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MP investiga conduta de delegado-geral de Santa Catarina no Caso Orelha

A comoção com a morte do cachorro Orelha, em Florianópolis, não parou nas investigações contra os suspeitos. Agora, o próprio andamento do caso policial está sob análise. O Ministério Público de Santa Catarina decidiu examinar a conduta do homem que comandava a polícia na época.

Um procedimento preparatório foi aberto para avaliar a atuação do então delegado-geral, Ulisses Gabriel. O foco é entender se houve algum desvio durante as apurações. A promotoria responsável pelo controle externo da polícia é quem conduz este novo passo.

A medida surgiu depois que o MP recebeu várias representações questionando a conduta do delegado. O objetivo é checar se existem indícios concretos de irregularidades. Só então se decidirá pela abertura, ou não, de um inquérito civil próprio.

O que está sendo investigado no procedimento

A promotoria quer esclarecer pontos muito específicos. A análise vai verificar se ocorreu abuso de autoridade ou quebra de sigilo funcional. Também será apurada a possibilidade de ato de improbidade administrativa.

A suspeita central gira em torno de uma conduta bem definida. Ela envolve revelar informações que deveriam ser secretas por conta do cargo. Isso poderia ter gerado benefício indevido ou colocado a segurança em risco.

Procurado, Ulisses Gabriel disse não ter sido formalmente comunicado. Ele negou qualquer irregularidade. O delegado afirmou que nunca foi o responsável direto pela investigação do caso.

As novas diligências no caso Orelha

Enquanto isso, as apurações sobre a morte do animal seguem em andamento. O inquérito policial concluído na semana passada já tinha indicado um adolescente. O MP, porém, entendeu que ainda faltavam peças neste quebra-cabeça.

Por isso, determinou que a Polícia Civil complemente as investigações em vinte dias. Foi solicitada a reavaliação de depoimentos e o acréscimo de novas provas. Tudo isso deve trazer mais clareza aos fatos.

O pedido foca em um episódio específico: uma discussão na portaria de um condomínio da Praia Brava. Três adultos já foram indiciados por coação e ameaça neste contexto. Agora, a polícia deve ouvir novamente o porteiro e um vigilante, e anexar gravações.

A tragédia que mobilizou Santa Catarina

Tudo começou no dia 4 de janeiro. Orelha, um cachorro comunitário muito querido na Praia Brava, foi brutalmente atacado. Socorrido por moradores, ele foi levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu.

O laudo pericial foi claro e doloroso. O animal sofreu um trauma contundente na cabeça. A causa pode ter sido um chute ou o uso de um objeto rígido, como um pedaço de madeira.

A investigação foi extensa. Foram ouvidas 24 testemunhas e analisadas mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança. O caso envolveu a apuração da conduta de oito adolescentes. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. A busca por justiça para o Orelha, portanto, ainda não terminou.

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