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Calor pode aumentar risco de casos de AVC, alerta médico

O calor do verão chega com tudo, prometendo dias de sol e lazer. Mas essa estação também traz um alerta importante para a nossa saúde. Um risco silencioso tende a aumentar nessa época: o acidente vascular cerebral, o famoso AVC. As altas temperaturas criam uma combinação perigosa dentro do nosso corpo, que pode levar a esse problema grave.

Muita gente não imagina, mas o calor intenso provoca uma desidratação natural. Nossas células perdem água com mais facilidade. Esse processo deixa o sangue mais espesso e concentrado. A circulação fica prejudicada e a chance de formar coágulos cresce consideravelmente.

E é justamente um coágulo que causa o tipo mais comum de AVC, o isquêmico. Ele acontece quando um vaso no cérebro é entupido. Existe também o AVC hemorrágico, causado pelo rompimento de um vaso, mas ele é menos frequente. O sangue grosso do verão é, portanto, um fator de risco direto.

Por que o risco aumenta no calor

Além da desidratação, o calor provoca outra reação no organismo. Nossos vasos sanguíneos se dilatam para tentar dissipar o calor do corpo. Essa vasodilatação faz com que a pressão arterial tenda a cair. Pode parecer bom, mas não é.

A pressão mais baixa pode favorecer a formação de coágulos e também um problema cardíaco chamado arritmia. É quando o coração bate fora do ritmo normal. Uma arritmia facilita que um coágulo se forme dentro do coração.

Daí, o perigo é grande. Cerca de trinta por cento do sangue que sai do coração vai direto para o cérebro. Um coágulo formado no coração tem um caminho fácil para viajar e causar um entupimento lá. O verão, portanto, mexe com dois pontos cruciais: a consistência do sangue e o trabalho do coração.

O estilo de vida das férias também entra nessa conta. Muitas pessoas relaxam nos cuidados, aumentam o consumo de bebidas alcoólicas e até esquecem de tomar remédios de uso contínuo. O álcool, em especial, piora a desidratação e também pode desencadear arritmias. É uma combinação perigosa.

Hábitos que protegem e sinais de alerta

A boa notícia é que muito pode ser feito para se prevenir. A base é um hábito de vida saudável. Controlar a pressão arterial com regularidade é fundamental. Praticar atividade física, pelo menos três vezes por semana, e manter uma alimentação balanceada fazem toda a diferença.

É crucial também seguir direitinho o tratamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. E um ponto não negociável: não fumar. O tabagismo é uma das maiores causas externas de AVC, pois danifica os vasos sanguíneos de várias formas, preparando o terreno para os dois tipos da doença.

Reconhecer os sintomas rapidamente salva vidas. O AVC age de repente. Fique atento a uma paralisia súbita no rosto, braço ou perna, especialmente de um lado do corpo. A fala pode ficar embaralhada ou a pessoa perde a visão de um lado. Tontura intensa e desequilíbrio também são sinais.

Diante de qualquer um desses sintomas, não espere. É uma emergência médica. O tratamento moderno é eficaz, mas depende da velocidade. Existem medicações que dissolvem o coágulo, mas só podem ser usadas até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Em casos selecionados, um procedimento com cateter pode retirar o coágulo até 24 horas depois. Cada minuto conta para preservar a função cerebral.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. O AVC é uma doença muito comum, que pode afetar qualquer pessoa. Mas com informação, cuidado e ação rápida, suas consequências podem ser drasticamente reduzidas. A prevenção está, em grande parte, nas nossas mãos.

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