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Corte italiana nega pedido de Zambelli para trocar juízes que analisam extradição

A situação de Carla Zambelli na Itália segue um caminho judicial complexo. A corte de apelação de Roma acaba de tomar uma decisão importante sobre quem vai julgar o processo. Isso acontece enquanto a ex-deputada aguarda, há meses, uma definição sobre seu futuro.

A defesa de Zambelli havia pedido a troca dos magistrados responsáveis pelo caso. O argumento era de que os juízes atuais seriam hostis. Esse pedido, no entanto, foi rejeitado pela própria corte nesta terça-feira. Com isso, o andamento do processo pode seguir sem mais interrupções.

A audiência que analisa o pedido de extradição foi retomada nesta quarta. O tribunal vai avaliar novamente as solicitações dos advogados de Zambelli. Tudo indica que uma decisão final pode estar próxima após meses de adiamentos e recursos.

A manobra rejeitada pela justiça italiana

A tentativa de trocar os juízes surgiu após um adiamento no final de janeiro. Na ocasião, a corte suspendeu a sessão por falta de tempo. Era necessário analisar muitos pedidos da defesa. Zambelli e seu advogado interpretaram a pausa como uma rejeição.

Eles então formalizaram o pedido para substituir todo o colégio judicial. A alegação era de parcialidade. Para o advogado que representa o Brasil no processo, porém, a manobra não tinha base legal. A ideia, segundo ele, seria apenas ganhar mais tempo.

A corte italiana concordou com essa visão e negou a solicitação. A decisão foi tomada rapidamente, um dia antes da nova audiência. O objetivo era evitar mais demoras em um processo que já se arrasta há seis meses.

Os pedidos que ainda estão em análise

Entre as solicitações da defesa está a oitiva de uma testemunha. Os advogados querem ouvir Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes. Ele também está na Itália, aguardando um processo de extradição separado. Tagliaferro é acusado de vazar mensagens do gabinete do ministro.

Outro pedido envolve informações sobre o sistema prisional brasileiro. A defesa quer mais detalhes sobre o cárcere onde Zambelli ficaria. Eles também buscam acesso a documentos sigilosos do processo que ocorreu no Brasil.

A sessão desta quarta-feira foi marcada exatamente para examinar esses pontos. É uma audiência extraordinária, fora da pauta normal do tribunal. Dessa forma, haverá tempo para que todas as partes envolvidas se manifestem.

O longo caminho até uma decisão final

Carla Zambelli está detida na Itália há meio ano. Ela fugiu do Brasil em junho, após ser condenada a dez anos de prisão. A pena é por invadir sistemas do CNJ e emitir um mandado falso. Quando já estava no exterior, recebeu outra condenação de cinco anos.

Os dois casos formam um único processo de extradição. Se for concedida, o tempo de prisão na Itália será descontado da pena total. A Corte de Apelação de Roma atua como primeira instância nessa análise. Qualquer decisão pode ser recorrida pelas partes.

A palavra final, contudo, caberá ao governo italiano. O Ministério da Justiça do país é quem tem a última palavra. Enquanto isso, a ex-deputada acompanha as audiências por vídeo, direto do presídio de Rebibbia. O capítulo italiano de sua história ainda não chegou ao fim.

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