Um novo nome assumiu a presidência do PSDB em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O escolhido é Cristiano Santos Hermogenes, empresário com um histórico familiar que chama atenção. Sua trajetória pessoal e política agora se entrelaçam de maneira curiosa à cena partidária local.
O documento que oficializa a posse é do último dia 26 de março. O mandato de Cristiano Santos à frente do diretório municipal do partido segue válido até o final deste ano. A movimentação coloca uma figura conhecida na região em um cargo de influência dentro de uma sigla tradicional.
A vida pública de Cristiano não é exatamente uma novidade. Ele já tentou chegar a cargos eletivos por cinco vezes, em diferentes partidos. Concorreu a deputado estadual, a vereador e até à prefeitura de Belford Roxo. Sua única vitória eleitoral aconteceu em 2016, quando foi eleito vereador pelo município.
Um passado que volta à tona
O nome de Cristiano Santos, no entanto, é frequentemente associado a outro: o de seu irmão, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP. Marcinho VP é uma figura notória, apontada por autoridades como um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro, com atuação histórica no Complexo do Alemão.
Em 2006, o próprio Cristiano foi preso, acusado de associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. Na época, a Polícia Civil do Rio afirmou que ele teria assumido os negócios do irmão no comando do tráfico. Esse episódio marcou sua biografia e permanece como um dado público de seu currículo.
Hoje, ao ser questionado sobre o irmão, Cristiano costuma se esquivar. Em contato recente, afirmou não precisar se pronunciar sobre “algo que desconheço”. Para reforçar sua posição, costuma apresentar uma certidão de nada consta emitida pelo Tribunal de Justiça do Rio.
A defesa e o silêncio do partido
Em outras ocasiões, o empresário já se manifestou de forma mais direta. Em entrevista ao jornal O Globo, em 2022, ele negou qualquer relação com os crimes que levaram Marcinho VP à prisão. Disse, na época, que ama o irmão, mas que não tem orgulho dos delitos cometidos por ele.
A posição do PSDB nacional sobre a escolha do novo presidente municipal em Belford Roxo segue um mistério. Procurado para comentar a indicação, o partido, atualmente presidido pelo deputado federal Aécio Neves, não se manifestou. O silêncio oficial deixa muitas perguntas no ar.
A situação coloca sob os holofotes as dinâmicas locais da política partidária. A escolha de figuras com históricos complexos para cargos internos não é um fenômeno isolado. Ela reflete, muitas vezes, estratégias de base que priorizam a influência regional em detrimento de alinhamentos nacionais.
O que isso significa na prática?
Para o cidadão comum, mudanças na cúpula partidária municipal podem parecer distantes. Na realidade, quem comanda o diretório local tem poder sobre indicações, filiações e a estratégia eleitoral na cidade. É uma posição de bastidor, mas com influência real.
No caso específico, a nomeação reacende debates antigos sobre a relação entre política, justiça e imagem pública. A capacidade de se reerguer após passagens conturbadas pela justiça é um tema sensível. A sociedade fica dividida entre acreditar na reabilitação e questionar a conveniência de certas escolhas.
Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira. O episódio segue seu curso, e o dia a dia político em Belford Roxo ganha mais um capítulo. A população observa, enquanto as lideranças locais traçam seus próximos movimentos.
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