Você sempre atualizado

TSE avalia riscos nas eleições com nude falso, influenciador de IA e óculos inteligentes

O Tribunal Superior Eleitoral está em pleno debate para ajustar as regras das eleições de outubro diante de um novo desafio: a inteligência artificial. Nos últimos dias, especialistas, pesquisadores e até ministros levaram suas preocupações à corte. O objetivo é claro: evitar que a tecnologia seja usada para manipular os eleitores ou distorcer a disputa eleitoral.

As audiências públicas revelaram riscos concretos que vão além das fake news tradicionais. Agora, preocupa a criação de nudes falsos para atacar candidatas, os chamados deep fakes. Também há dúvidas sobre como responsabilizar um influenciador digital que, na verdade, é um personagem totalmente criado por IA. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.

O ministro Gilmar Mendes, participando dos debates, defendeu que a inteligência artificial impõe novos desafios à integridade do processo. Ele sugeriu uma cooperação mais estreita com as empresas de tecnologia. A ideia é formar uma força-tarefa de peritos para identificar conteúdos manipulados com mais agilidade. Essa parceria daria mais segurança técnica às decisões que os juízes terão de tomar durante a campanha.

Os novos riscos em detalhe

A primeira regulamentação do TSE sobre o tema surgiu em 2024, para as eleições municipais. Na época, já foram proibidos os deep fakes eleitorais e limitado o uso de robôs para contato com eleitores. No entanto, os técnicos da corte avaliam que os artifícios tecnológicos evoluem rápido. Por isso, as ações de vigilância precisam ser constantemente aprimoradas para não ficarem obsoletas.

Um ponto que causa grande discussão é o surgimento dos influenciadores digitais artificiais. Um comitê de cibersegurança ligado ao governo federal já alertou a presidente do TSE sobre esse fenômeno. A grande questão jurídica é: quem deve ser responsabilizado se um personagem virtual, criado por IA, comete uma irregularidade, como discurso de ódio? Seria o desenvolvedor da ferramenta ou quem a contratou?

Outra frente de preocupação séria é o uso da tecnologia para a violência política de gênero. A presidente Cármen Lúcia tem debatido com sua equipe os impactos da IA nessa área. A criação e disseminação de nudes falsos de candidatas, com o claro objetivo de desmoralizá-las, é uma das ameaças mais graves apontadas por institutos de pesquisa. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.

Dúvidas práticas dos eleitores

Para além das discussões técnicas, o TSE também tem recebido perguntas cotidianas da população. Pelos canais de atendimento, os cidadãos querem saber, por exemplo, como identificar se um jingle de campanha foi produzido com inteligência artificial. A orientação da corte é clara: todo material audiovisual criado com IA deve ter um alerta explícito sobre sua origem artificial. É uma forma de garantir a transparência para o eleitor.

Outra dúvida comum envolve os acessórios tecnológicos na hora de votar. Muitos perguntam se é permitido usar óculos inteligentes, aqueles com câmera e recursos de gravação, dentro da cabine eleitoral. A resposta do tribunal segue a mesma lógica dos celulares: é proibido. O objetivo é proteger o sigilo do voto e a segurança do processo, evitando qualquer possibilidade de filmagem ou registro.

As sugestões das audiências públicas também trouxera propostas concretas. A Procuradoria-Geral Eleitoral, por exemplo, pediu que o valor da multa por usar IA para fake news eleitorais fique explícito na resolução. Os valores podem variar de cinco a trinta mil reais. Já especialistas em criminalística lembraram que o uso para melhorias técnicas simples, como ajuste na qualidade do áudio de um vídeo, não deve ser punido.

Os próximos passos da regulamentação

Após coletar todas as contribuições, a equipe da presidência do TSE e do ministro relator, Kassio Nunes Marques, iniciará a análise dos apontamentos. Cada sugestão será considerada para compor o texto final das normas. O tribunal encerrou a fase de debates abertos com a sociedade e com as instituições. Agora, começa o trabalho interno de costura e redação.

As minutas das resoluções serão ajustadas com base nessas discussões. O documento final precisará equilibrar a necessidade de controle com a realidade do avanço tecnológico. O desafio é criar regras que sejam efetivas, mas que não se tornem inúteis diante da próxima inovação que surgir. O prazo para essa finalização está definido.

A votação em plenário está marcada para acontecer até o dia 5 de março. Só após a aprovação pelos ministros é que as novas regras sobre inteligência artificial nas eleições entrarão oficialmente em vigor. Elas vão orientar candidatos, partidos e eleitores durante todo o período da campanha e no próprio dia da votação.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.