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Congresso terá retomada da CPI do Crime Organizado e análise do acordo Mercosul-UE

O Congresso Nacional entra em ritmo mais lento nesta semana pré-carnaval, mas alguns temas sérios seguem na pauta. Enquanto muitos preparam fantasias e planejam os bloquinhos, os parlamentares têm a segurança pública como foco principal. Uma comissão especial retoma seus trabalhos para investigar a fundo a organização do crime no país.

Essa CPI do Crime Organizado volta às atividades nesta terça-feira. Os convidados para depor são a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e o secretário de Defesa Social do estado. A ideia é entender como o poder público enfrenta as facções e quais são os maiores obstáculos nessa luta.

A comissão quer mapear a atuação de milícias e grupos de tráfico em todo o território nacional. O plano de trabalho inclui ouvir diversos governadores e especialistas em segurança. O objetivo é criar um diagnóstico amplo para embasar futuras políticas de combate à criminalidade.

O mergulho da CPI nos detalhes do crime

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, já tem um roteiro de investigação. Um dos nomes aguardados é o do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Seu estado foi palco recente de uma grande operação policial. A comissão presidida por Fabiano Contarato também pretende ouvir chefes do Executivo de outros oito estados.

Os trabalhos devem durar até 120 dias e vão se concentrar em nove frentes de apuração. A lista é extensa e vai desde a ocupação territorial por facções até os métodos de lavagem de dinheiro. Eles investigarão o uso de criptomoedas e de negócios legítimos para esconder lucros ilegais.

Outros eixos importantes são o sistema prisional e a corrupção que facilita o crime. A CPI também vai olhar para as rotas de armas e drogas, a necessidade de integração entre polícias e o orçamento disponível para esse combate. A ideia é não deixar pedra sobre pedra.

O acordo comercial que divide opiniões

Enquanto a CPI avança, outra discussão importante acontece no Legislativo. A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul se reúne para analisar o acordo comercial com a União Europeia. O documento, que flexibiliza o comércio entre os blocos, foi assinado em janeiro e agora precisa do aval dos parlamentares.

O grupo, formado por deputados e senadores, votará o relatório que avalia o tratado. O governo federal é um defensor da proposta, visando novos mercados para produtos brasileiros. No entanto, setores da sociedade civil enxergam riscos nessa abertura comercial.

Críticos argumentam que o acordo pode trazer retrocessos socioeconômicos ao remover barreiras para produtos industrializados estrangeiros. Eles temem que isso prejudique a indústria nacional e reproduza uma lógica de dependência. Se aprovado pelo grupo, o texto seguirá para análise em plenário na Câmara e no Senado.

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