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Atriz Jussara Calmon se emociona com retorno à Beija-Flor e revela: A Sapucaí nunca vira rotina

Há reencontros que parecem destino. Para a atriz Jussara Calmon, voltar à Beija-Flor de Nilópolis tem esse gosto especial. Após alguns anos desfilando por outra escola, ela retorna à azul e branco que considera sua casa. A emoção, garante, é a mesma de décadas atrás.

Esse laço não se construiu da noite para o dia. São mais de quarenta anos de história, desde os tempos em que ela era destaque de chão. A pandemia e mudanças internas na agremiação levaram a uma pausa. Mas o coração, como ela mesma diz, nunca deixou de bater mais forte pelo samba da Beija-Flor.

O retorno não é apenas sobre saudade. É sobre reconexão com suas próprias raízes. A escola testemunhou sua transformação pessoal e artística. Por isso, pisar novamente na avenida ao lado dessa comunidade tem um significado profundo. É como reencontrar um pedaço fundamental de sua própria história.

Uma trajetória entrelaçada com a avenida

Jussara Calmon é conhecida do grande público por seu trabalho na televisão e no cinema. No entanto, sua formação artística sempre teve um parceiro de peso: o Carnaval. Ela acredita que a experiência na Sapucaí foi uma escola paralela e fundamental.

A disciplina dos ensaios, a necessidade de presença de palco e a energia do público contribuíram para sua carreira. Tudo isso a ajudou a se tornar uma artista mais completa e resiliente. A avenida, em suas palavras, ensina interpretação e emoção verdadeira.

Essa vivência também se mistura a capítulos marcantes de sua vida pessoal. Foi durante o auge no Carnaval que sua carreira ganhou projeção internacional. Esse momento coincidiu com seu relacionamento com o aclamado ator Robert De Niro, um fato que sempre atrai curiosidade.

A maturidade como protagonista no samba

O afastamento temporário permitiu à atriz uma reflexão valiosa. Ela compara a entrega nos desfiles de outrora com a de hoje. Antes, tudo era mais físico e movido pela energia da juventude. Agora, a experiência ganhou novas camadas.

Hoje, Jussara desfila com mais consciência e serenidade. A emoção se tornou mais profunda e simbólica. Ela carrega no corpo a história que viveu e ajudou a construir. Esse é um olhar que só os anos de estrada podem proporcionar.

Ela levanta uma bandeira importante: o espaço da mulher madura no Carnaval. Para Jussara, as veteranas são a memória viva da festa. Elas provam que é possível estar plena, ativa e cheia de vigor em qualquer idade. A avenida, defende, também é lugar delas.

A emoção que nunca se aposenta

O frio na barriga ao pisar na passarela? Esse continua absolutamente intacto. Mesmo com toda a bagagem, a expectativa e a adrenalina são as mesmas. Jussara não quer ser apenas uma figura estática em um carro alegórico.

Ela participa ativamente dos ensaios técnicos e de rua, sambando do começo ao fim. Inclusive, nutre um desejo sincero de, um dia, voltar a desfilar no chão. Quer mostrar que a vitalidade não tem a ver com a data no documento de identidade.

Neste ano, a data do desfile oficial da Beija-Flor carrega um simbolismo especial. A escola se apresenta no dia 16 de fevereiro, véspera do aniversário da atriz. Para ela, essa coincidência parece um sinal do destino, um presente de volta ao lar. A festa, afinal, sempre foi sobre celebrar a vida.

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