Uma das maiores lendas do jiu-jitsu brasileiro resolveu quebrar o silêncio. Kyra Gracie, octacampeã mundial e membro da família que popularizou a arte suave no país, falou abertamente sobre um problema que atinge o esporte. Ela se pronunciou após uma nova denúncia de assédio sexual envolvendo um grande nome da modalidade.
Kyra compartilhou um vídeo emocionado, relembrando episódios que vivenciou e testemunhou ao longo de sua carreira. A atleta, que é casada com o ator Malvino Salvador, disse que se manteve calada por muitos anos. Agora, ela acredita que é hora de usar sua voz para trazer à tona uma realidade dura e comum nos bastidores.
Ela mencionou que a cultura do esporte muitas vezes silencia as vítimas. Mesmo sendo uma Gracie, ela não se sentia imune a situações constrangedoras. Sua decisão de falar agora é um ato de libertação pessoal e um alerta para toda a comunidade. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.
O assédio que ela viveu na pele
Kyra relembrou um episódio específico de quando tinha apenas 18 ou 19 anos. Um homem mais velho, que se ofereceu para patrociná-la, fez um comentário profundamente inadequado. A frase marcante, “imagina você peladinha dentro do meu kimono keiko”, a fez congelar de medo e constrangimento na época.
Ela revelou que, sempre que esse homem estava nos eventos, ela se escondia. O medo e a pressão do ambiente falaram mais alto, e ela optou por guardar o segredo. Esse silêncio, segundo ela, é uma experiência compartilhada por muitas mulheres no meio das lutas.
O mais perturbador, conforme a atleta, é que esse suposto assediador continua ativo no esporte. Ele ainda patrocina outros atletas, mostrando como comportamentos inadequados podem passar impunes. Kyra enfatizou que o erro foi dele, mas a culpa e o peso do silêncio foram carregados por ela.
Uma cultura que precisa mudar
A lenda do jiu-jitsu foi categórica ao afirmar que o problema não é uma exceção. Situações de assédio e constrangimento fazem parte de uma cultura enraizada na modalidade. Ela mesma testemunhou centenas de casos semelhantes ao longo dos anos em que competiu no mais alto nível.
Muitos podem achar que, por ser da família Gracie, ela estaria protegida. A realidade, no entanto, era bem diferente. O medo de represálias ou de não ser levada a sério a mantinha calada. Agora, ela entende que esse silêncio só beneficia os agressores e perpetua o ciclo de abuso.
Ela sabe que pode ser criticada por só falar após se apositar das competições. No entanto, acredita que a recente onda de denúncias é um sinal de que as coisas estão mudando. Para Kyra, é crucial que as vítimas se sintam seguras para compartilhar suas histórias e que cada caso seja devidamente apurado.
O caso que reacendeu o debate
A declaração de Kyra surge após a lutadora Alexa Herse, de 18 anos, denunciar publicamente André Galvão. Galvão é uma lenda viva do jiu-jitsu e líder de uma equipe famosa nos Estados Unidos. A jovem acusa o faixa-preta de toques inapropriados e comentários constrangedores durante os treinos.
Em seu relato, Alexa disse que Galvão a separava de seus parceiros de treino escolhidos. Ele então a obrigava a treinar com ele, onde ocorriam os supostos abusos. A jovem descreveu situações extremamente desconfortáveis, incluindo gestos e comentários de natureza sexual durante a prática.
André Galvão negou veementemente todas as acusações através de uma nota. Ele alegou que a denúncia é uma retaliação por saídas recentes de sua equipe e afirmou que tomará as medidas legais cabíveis. O caso, que está nas redes sociais e na imprensa, ilustra a complexidade e a seriedade do tema.
A conversa iniciada por Kyra Gracie joga luz sobre um lado sombrio do esporte. Sua coragem ao relatar sua própria experiência, mesmo anos depois, pode encorajar outras vozes. O caminho para mudar uma cultura é longo, mas o primeiro passo sempre começa com alguém quebrando o silêncio. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.
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