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Vítimas de acidente de ônibus com romeiros são veladas em Alagoas

A manhã desta quarta-feira em Coité do Nóia, no interior de Alagoas, é de luto coletivo. Cinco vítimas do trágico acidente com um ônibus de romeiros estão sendo veladas juntas no ginásio poliesportivo da cidade. A dor une famílias e amigos enquanto tentam assimilar a perda. O veículo transportava um grupo que voltava de uma romaria a Juazeiro do Norte, no Ceará.

O acidente aconteceu no início da madrugada de terça-feira, por volta das quatro e quarenta. O ônibus, com aproximadamente sessenta passageiros, capotou em um trecho da estrada conhecido como “curva do S”. Esse ponto é famoso pelo perigo e por já ter registrado outros acidentes graves. Testemunhas relatam uma cena de horror, com o veículo saindo da pista e parte dele pegando fogo.

A perícia do Instituto de Criminalística de Arapiraca já concluiu a análise no local. O laudo preliminar aponta que o ônibus caiu de uma ribanceira com mais de cinco metros de altura. Os peritos não identificaram marcas de frenagem antes da saída da pista. Isso levanta questões cruciais sobre as circunstâncias exatas do desastre. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.

A viagem que terminou em tragédia

A romaria partiu de Coité do Nóia com cerca de oitocentas pessoas, distribuídas em dezessete ônibus. O veículo acidentado era um dos que faziam o retorno. De acordo com relatos de passageiros, a visibilidade na estrada estava boa naquele momento, sem neblina. O grupo havia saído de Juazeiro do Norte na noite de segunda-feira, por volta das vinte e uma e trinta.

Paulo Roberto, assessor de comunicação da prefeitura, estava no ônibus de número seis, que seguia logo atrás do que sofreu o acidente. Ele descreve a cena que testemunhou após uma parada para abastecer. O ônibus à frente já estava capotando quando eles avistaram. Pessoas eram projetadas para fora do veículo, e os gritos ecoavam no escuro da madrugada. Um verdadeiro cenário de terror se formou naquela curva.

O prefeito Bueno Higino destacou que toda a frota contratada para a viagem era nova, com ar-condicionado e outros confortos. A documentação dos veículos havia passado por verificação pela prefeitura, segundo ele. No entanto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres afirmou que o ônibus acidentado trafegava de forma irregular. Faltavam os registros e autorizações necessários para o transporte interestadual de passageiros.

As vítimas e os feridos

Quinze pessoas perderam a vida ainda no local do acidente. Na tarde de terça-feira, uma criança de quatro anos que havia sido levada ao hospital não resistiu aos ferimentos. Entre os cinco corpos que estão sendo velados coletivamente estão justamente essa criança, Luiz Miguel, e um adolescente de quinze anos, José Caio. Também estão ali Josefa Madalena, de sessenta e sete anos, e outros dois homens.

A lista de vítimas identificadas pelo governo de Alagoas revela a dimensão da tragédia familiar e comunitária. Nomes de todas as idades aparecem, de uma menina de cinco anos a idosos com mais de setenta. A dona de casa Claudiana, de quarenta e cinco anos, e o aposentado Cícero, de setenta e um, são alguns dos nomes que compõem essa triste estatística. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.

Entre os feridos, a situação mais grave é de uma criança de nove anos. Ela sofreu um traumatismo craniano grave, precisou ser entubada e segue internada no Hospital Geral do Estado, em Maceió. O atendimento aos feridos foi complicado por um detalhe prático. Muitos deram entrada nos hospitais sem documentos, já que a maioria havia deixado seus pertences no ônibus destruído.

As equipes de resgate e a prefeitura agora trabalham para mapear todas as vítimas e prestar o suporte necessário. O processo de identificação e localização das famílias tem sido um desafio adicional nesse momento de caos. O silêncio no ginásio de Coité do Nóia contrasta com o burburinho da estrada na madrugada de terça. A comunidade se apoia na fé que os levou à romaria, agora necessária para enfrentar a dor do retorno.

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