Novos documentos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os arquivos trazem à tona alegações graves envolvendo personalidades poderosas. Entre os nomes que surgem nos registros está o do ex-presidente Donald Trump.
Os papéis mencionam um suposto episódio de abuso sexual ocorrido há cerca de trinta anos. Segundo a denúncia, uma adolescente de 13 ou 14 anos teria sido forçada a praticar sexo oral com Trump na época. O caso teria acontecido no estado de Nova Jersey, conforme relato de uma amiga da suposta vítima.
A menina, de acordo com a alegação, teria reagido à violência mordendo o pênis do então empresário. O documento indica que a pauta foi encaminhada para investigação em Washington. Não há, porém, informações sobre se o caso avançou ou se Trump foi formalmente interrogado na ocasião.
Trump e a relação com Epstein
Donald Trump e Jeffrey Epstein eram conhecidos publicamente e frequentaram os mesmos círculos sociais por um tempo. A amizade entre o magnata do setor hoteleiro e o investidor financeiro era registrada pela mídia nas décadas passadas. Essa proximidade agora ganha um novo olhar diante das revelações.
Os arquivos recém-divulgados contêm mais de 3,5 milhões de páginas com documentos, imagens e vídeos. Eles são parte do cumprimento de uma lei que exige a transparência total dos registros sobre Epstein. A divulgação é esperada há anos por jornalistas e pelo público.
Dentro desse vasto material, outras alegações não confirmadas contra Trump aparecem. Uma delas envolve uma mulher que diz ter sido vítima de tráfico sexual em um campo de golfe do empresário nos anos 1990. É crucial notar que Trump nunca foi formalmente acusado criminalmente em nenhuma ação ligada a Epstein.
As reações e o contexto do caso
Imediatamente após a divulgação, a defesa de Trump se manifestou. O advogado Todd Blanche, que atua como vice-secretário de Justiça na equipe do ex-presidente, desqualificou parte do conteúdo. Ele afirmou que alguns documentos carregam alegações falsas e sensacionalistas.
Blanche sugeriu que as acusações foram fabricadas com motivação política, próximas à eleição de 2020. Segundo ele, se houvesse qualquer credibilidade, essas informações já teriam sido usadas judicialmente contra Trump. O ex-presidente, que é candidato nas próximas eleições, ainda não se pronunciou pessoalmente.
Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, aguardando julgamento por tráfico sexual de menores. Sua morte, classificada como suicídio, alimentou inúmeras teorias e levantou questionamentos sobre uma rede de proteção a criminosos poderosos. O caso continua a gerar ondas de repercussão.
A liberação desses papéis joga luz sobre um dos escândalos mais sombrios da elite americana. Para o público, é mais um capítulo numa história que parece longe de terminar. As alegações, ainda que não provadas em tribunal, alimentam um debate público intenso sobre responsabilidade e justiça.
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