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Taxa de desemprego fica em 5,6% em 2025, menor patamar da história

Os números do mercado de trabalho trouxerram um alento em 2025. Pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2012, a taxa anual de desemprego atingiu seu menor patamar. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou um índice de 5,6% no ano passado. Isso representa uma queda expressiva em relação aos anos anteriores.

O cenário atual contrasta fortemente com o período pré-pandemia. Em 2019, por exemplo, a taxa de desocupação estava em 11,8%. A redução acumulada desde então foi de mais de seis pontos percentuais. O movimento indica uma recuperação consistente do emprego no país após um período tão desafiador.

O total de pessoas sem trabalho caiu para 6,2 milhões. Esse número significa cerca de um milhão de brasileiros a menos na fila do desemprego comparado a 2024. Paralelamente, a população ocupada bateu um recorde histórico. Mais de 103 milhões de pessoas estavam trabalhando no ano passado.

O que significa uma população ocupada recorde

O aumento no número de ocupados é um dos dados mais positivos da pesquisa. Ele reflete que mais pessoas em idade ativa conseguiram encontrar uma colocação. O nível da ocupação, que é justamente esse percentual, chegou a 59,1% em 2025. Esse também é o maior valor da série histórica.

Esse crescimento não se limita ao curto prazo. Em comparação com 2012, primeiro ano da pesquisa, houve um acréscimo de 15,4% na população com emprego. São quase 14 milhões de postos de trabalho a mais em pouco mais de uma década. A economia demonstra uma capacidade de gerar oportunidades de forma consistente.

Outro indicador importante é a taxa composta de subutilização. Ela mede não só os desempregados, mas também quem trabalha menos horas do que poderia ou desistiu de buscar. Em 2025, essa taxa ficou em 14,5%, uma redução significativa. O número de pessoas nessa situação caiu para 16,6 milhões.

A qualidade dos empregos em foco

Para além da quantidade, a pesquisa traz insights sobre a qualidade das ocupações. O número de empregados com carteira assinada no setor privado, por exemplo, atingiu o maior patamar da série. São quase 39 milhões de trabalhadores com direitos garantidos, um crescimento de 2,8% em um ano.

No entanto, a informalidade ainda é um desafio expressivo. A taxa anual ficou em 38,1%, o que significa que cerca de quatro em cada dez trabalhadores estão sem proteção formal. Apesar da leve queda em relação a 2024, o contingente de trabalhadores por conta própria, muitos informais, segue crescendo e já soma 26,1 milhões.

O rendimento médio do trabalhador brasileiro apresentou uma boa evolução. O valor real habitual chegou a R$ 3.560, um aumento de 5,7% ante o ano anterior. Quando somamos o rendimento de todos os ocupados, a massa total atingiu a cifra recorde de R$ 361,7 bilhões. Mais dinheiro em circulação na economia é sempre um sinal positivo.

Setores que mais empregaram e os que encolheram

A análise por setor da economia revela movimentos interessantes. O grupamento que inclui informação, comunicação e atividades financeiras foi o que mais cresceu em ocupação. Com alta de 6,8%, ele totalizou 13,4 milhões de pessoas. Esse é um reflexo claro da transformação digital e do peso dos serviços especializados.

Os setores de comércio e de administração pública, saúde e educação continuam sendo os maiores empregadores em números absolutos. Juntos, eles concentram quase 40 milhões de postos de trabalho. Ambos apresentaram crescimento, ainda que em ritmos diferentes, consolidando sua importância para o emprego no país.

Por outro lado, alguns segmentos enfrentaram dificuldades. A construção civil, por exemplo, registrou queda de 3,9% no número de ocupados. Os serviços domésticos também tiveram redução, refletindo mudanças nos hábitos das famílias. A agricultura segue uma trajetória de longo prazo com menos pessoas ocupadas, indicando ganhos de produtividade no campo.

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