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Kesha entrega show apoteótico e prova que aposta no pop foi a grande jogada do CarnaUOL

A chuva resolveu dar as caras no sábado, mas não foi páreo para a animação de quem foi ao Allianz Parque. O CarnaUOL 2026 reuniu uma galera disposta a cantar e dançar, mesmo sob os pingos. O evento mostrou que uma boa festa não depende do tempo, e sim da energia dos artistas e do público.

A organização fez uma escolha clara este ano: investir no pop e trazer uma estrela internacional de peso. A fórmula deu certo e garantiu shows de alta qualidade do começo ao fim. Mesmo sem lotar o estádio, a atmosfera era de celebração, com cada apresentação construindo um clima especial.

Dilsinho começou a noite com seu jeito descontraído e aquele repertório cheio de músicas que todo mundo conhece. Ele aqueceu o público com simpatia e hits instantâneos. Na sequência, João Gomes pegou a batuta e elevou o astral com sua voz poderosa e um setlist impecável. O cantor deu um gostinho do que será sua turnê “Dominguinho”, marcada para o mesmo local.

A energia do forró e do piseiro dele contagiou geral, colocando todo mundo para dançar sem parar. Foi uma demonstração de como a música regional conquistou seu espaço nos grandes eventos. A conexão com o público foi imediata e mostrou o porquê de sua fama.

As coisas subiram ainda mais de tom com a entrada em cena de Marina Sena. A mineira trouxe um pouco da “Marinada”, seu novo projeto, misturando sucessos antigos com faixas mais dançantes. Sua performance é cativante e cheia de personalidade, preenchendo o espaço com presença.

Mesmo com uma voz que às vezes soa mais intimista, ela comanda o palco com uma naturalidade impressionante. O repertório escolhido funcionou como uma progressão perfeita, mantendo o público envolvido e aquecido para o que ainda estava por vir.

O momento mais aguardado da noite pertenceu a Kesha. A americana não vinha ao Brasil há onze longos anos, e a expectativa era enorme. Ela não decepcionou. Com uma estrutura aparentemente simples, apenas dançarinos e sem banda, a artista provou que o essencial é o carisma e os hits.

Ela desfilou um atrás do outro, cantando com muita vontade e entrega. A abertura já foi arrasadora, com “TikTok” colocando todo mundo para pular. Dá para notar uma nova fase em sua carreira, com letras que falam de liberdade e superação.

O ápice emocional veio com “Praying”, uma balada poderosa que ecoou por todo o estádio. A performance foi técnica e sentimentalmente forte, marcando a todos. Foi a prova de que uma grande artista consegue criar um momento único mesmo com uma produção enxuta.

Para fechar a noite com chave de ouro, entrou em cena Pabllo Vittar. A drag queen trouxe o espetáculo completo: muitos bailarinos, banda ao vivo e um repertório irresistível. Ela demonstrou uma evolução cênica notável, confirmando seu talento como performer de grande porte.

O carisma transbordou e o repertório, repleto de hinos pop, garantiu a festa até o último minuto. Foi um final à altura, com muita cor, brilho e empolgação. Vittar mostrou que domina a arte de entreter uma multidão.

Olhando para o evento como um todo, o CarnaUOL 2026 acertou em cheio no direcionamento pop e na escolha da atração internacional. A melhora em relação à edição anterior foi clara, com uma proposta coesa e ingressos num patamar acessível.

O desafio que fica é como atrair ainda mais gente para ocupar as arquibancadas do Allianz Parque. A receita do sucesso, no entanto, parece estar bem encaminhada. Basta ajustar alguns detalhes para que a festa cresça ainda mais no próximo ano.

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