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Périssé fala da vida ao lado da nova namorada: ‘Segunda adolescência’

Heloisa Périssé tem um nome que, na origem, significa "guerreira famosa". Mas a atriz, hoje aos 59 anos, faz questão de deixar claro que não se vê dessa forma. Ela prefere muito mais a harmonia e o diálogo do que qualquer tipo de conflito. Atualmente, vive a vilã Zulma na novela “Êta mundo melhor!”, e esse papel marca um momento especial que ela chama de sua “segunda adolescência”.

Esse período é repleto de novas liberdades e recomeços. Após o fim de um casamento que durou mais de duas décadas, ela reencontrou o amor em um relacionamento com Leticia Prisco. Além da vida pessoal, Heloisa também assumiu a direção artística de um programa no canal Gloob. Tudo isso reflete uma fase de acertar as contas com o passado e abraçar o futuro com leveza.

Ela fala abertamente sobre temas profundos, como fé, maternidade e a experiência de enfrentar um câncer em 2019. Esse diagnóstico, conta, mudou completamente sua relação com o tempo e com o próprio corpo. Hoje, carrega uma filosofia de vida simples: “A vida é uma festa eterna”. Para ela, o presente é sempre o melhor lugar para se estar, sem grandes arrependimentos ou ansiedades pelo que está por vir.

Interpretar uma vilã pela primeira vez

Dar vida à Zulma, a dona de um orfanato na novela, foi um desafio que a instigou. A personagem não é simplesmente má; ela carrega dores e contradições que a tornam humana. A relação complicada de Zulma com as crianças do orfanato acrescenta camadas interessantes à sua maldade, mostrando que ninguém é apenas um ponto.

Nos bastidores, a convivência com o elenco infantil tem sido uma experiência alegre e afetuosa. Heloisa se diverte com a energia das crianças e até promove encontros festivos fora do set de gravações. Essa troca acaba sendo uma via de mão dupla, onde ela também se reconecta com uma espontaneidade esquecida.

A experiência a fez refletir sobre como construímos as figuras de “mocinho” e “vilão” na vida real. Muitas vezes, as pessoas são julgadas por atitudes isoladas, sem que se compreenda a história por trás delas. Interpretar Zulma é um exercício de olhar para essas nuances, entendendo que cada um carrega suas próprias batalhas.

Maternidade, ninho vazio e novos amores

Mãe de Luísa, 26 anos, e Antônia, 19, Heloisa encara a maternidade com uma visão particular. Ela conta que ser mãe não era exatamente um sonho de infância, mas foi uma escolha consciente quando aconteceu. Criou as filhas para serem independentes e fortes, preparando-as para o mundo desde cedo.

Por isso, a fase do “ninho vazio” chegou sem drama. Ela vê com tranquilidade e orgulho a autonomia que as filhas conquistaram. Essa independência mútua permite que elas tenham suas próprias vidas, enquanto mantêm um vínculo afetivo sólido e respeitoso. É uma relação de amizade e admiração que foi construída ao longo dos anos.

Após a separação do diretor Mauro Farias, ela iniciou um novo relacionamento com Leticia Prisco. Heloisa vive esse amor sem pressa, valorizando uma construção afetiva sólida e genuína. Ela defende que os relacionamentos precisam de tempo para amadurecer, longe de expectativas sociais ou cronogramas pré-estabelecidos.

Liberdade, autocuidado e a maturidade

Hoje, Heloisa aproveita a liberdade desta fase com intensidade. Sair com as amigas, ir a festas e cuidar de si mesma são prioridades. Ela encara a menopausa com naturalidade, sem tratá-la como um tabu. Acredita que as mulheres estão, felizmente, mais conscientes e menos dispostas a silenciar suas experiências.

O autocuidado vai além da estética; é uma questão de saúde e bem-estar integral. Ela mantém hábitos que a fazem bem, física e mentalmente, entendendo que esse é um investimento essencial. A experiência com o câncer a ensinou a escutar mais o próprio corpo e a valorizar cada momento de forma plena.

Viver fiel à sua própria verdade é o princípio que guia seus passos. Seja na carreira, nos relacionamentos ou no simples dia a dia, Heloisa busca uma existência autêntica. É uma lição que ela carrega após quase seis décadas de vida: a felicidade está em abraçar quem você é, sem medo ou desculpas.

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