Você sempre atualizado

FGC se pronuncia sobre resgate de valores do Will Bank

Se você tem dinheiro na Will Financeira, também conhecida como Will Bank, a notícia da liquidação deve ter causado preocupação. É natural se sentir assim quando algo acontece com a instituição onde guardamos nossos recursos. A boa notícia é que existe um mecanismo de proteção para situações como essa, e ele já está sendo acionado.

O Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, se pronunciou sobre o caso. Ele confirmou que os valores cobertos pela garantia serão devolvidos aos clientes. O processo depende de uma etapa formal: o recebimento da lista de credores e dos valores, que será enviada pelo profissional responsável pela liquidação da financeira. Enquanto essa lista não chega, os pedidos de ressarcimento não podem ser abertos.

Fique tranquilo, pois o sistema foi criado para esse momento. O FGC funciona como um seguro que protege seu dinheiro em bancos e financeiras. Se uma instituição associada enfrenta problemas graves, como a Will Bank, o fundo entra em ação. Seu papel é justamente devolver os recursos aos clientes, dentro dos limites estabelecidos por lei. Você não ficará desamparado.

Como o FGC protege o seu dinheiro

Esse fundo é mantido pelas próprias instituições financeiras do país. Mensalmente, cada banco ou financeira associada faz um pequeno depósito, calculado sobre o total de aplicações de seus clientes. Esses recursos formam um grande cofre de segurança, uma reserva para momentos de crise. Quando uma empresa fecha, o dinheiro para indenizar as pessoas sai desse fundo coletivo.

A cobertura tem um limite importante. O valor máximo garantido é de duzentos e cinquenta mil reais por CPF ou CNPJ, e por instituição financeira. Isso significa que, se você tinha um CDB ou uma conta na Will Bank, esse é o teto para receber de volta. O cálculo considera a soma de todos os seus investimentos assegurados naquela empresa específica.

Atualmente, mais de duzentas e vinte instituições fazem parte do sistema. Grandes bancos estatais, como a Caixa Econômica Federal, e diversos bancos privados contribuem. A existência do FGC é um pilar de confiança no sistema financeiro nacional. Ele assegura que, mesmo em um cenário adverso, as perdas dos cidadãos comuns serão minimizadas.

O que aconteceu com a Will Financeira

A decisão de liquidar a Will Financeira foi tomada pelo Banco Central. A autoridade monetária analisou a situação econômica da empresa e concluiu que a medida era inevitável. A instituição apresentava sinais claros de insolvência, ou seja, não tinha condições de honrar seus compromissos financeiros com clientes e credores.

Outro fator pesou na decisão. A Will Bank era controlada pelo Banco Master, que já está em processo de liquidação extrajudicial há algum tempo. O vínculo entre as duas empresas influenciou o entendimento do BC. Diante desse cenário conjunto, a intervenção se tornou o caminho necessário para organizar a situação e permitir que os clientes buscassem seus direitos.

Com a liquidação decretada, um profissional chamado liquidante foi nomeado. A função dele é administrar todo o processo de encerramento das atividades da financeira. Uma de suas tarefas mais importantes é justamente preparar a lista detalhada de todos os clientes que têm direito a receber do FGC. Só depois que essa relação for enviada ao fundo, as solicitações de ressarcimento poderão ser efetivamente processadas.

Como e quando fazer seu pedido

Para pessoas físicas, o caminho é o aplicativo do FGC, disponível nas lojas oficiais para celulares Android e iOS. O primeiro passo é baixar o app e fazer um cadastro simples, informando seus dados pessoais, e-mail e criando uma senha. É um processo rápido, que vale a pena fazer com antecedência.

Quando o FGC liberar os pedidos referentes à Will Bank, você acessa o aplicativo com seu login. A ferramenta vai guiá-lo pela solicitação de garantia. Lembre-se de que isso só será possível após o fundo receber a lista oficial do liquidante. Por enquanto, ao entrar no app, uma mensagem informa que os pedidos para essa instituição ainda não estão disponíveis.

Para donos de empresas, o procedimento é diferente. O representante legal da pessoa jurídica deve acessar o Portal do Investidor, no site do FGC. Lá, ele preencherá as informações da empresa para dar início ao processo. O pagamento, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, será feito por transferência bancária para uma conta no mesmo CPF ou CNPJ.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.