Você sempre atualizado

INSS bloqueia repasses de até R$ 2 bilhões ao Master por problemas em consignados

O INSS decidiu interromper o repasse de valores ao Banco Master. A medida veio após a descoberta de possíveis irregularidades em milhares de empréstimos consignados. Aposentados e pensionistas podem ter sido afetados por contratos com falhas graves.

A suspensão aconteceu porque as análises do próprio instituto apontaram descumprimento de regras. Documentos essenciais estavam incompletos ou apresentavam problemas de validação. Diante disso, a transferência de recursos foi paralisada de forma imediata.

O presidente do INSS confirmou a decisão em entrevista nesta sexta-feira. Desde setembro do ano passado, o banco já não podia oferecer novos empréstimos. No entanto, os descontos em folha dos contratos antigos ainda estavam sendo honrados.

Agora, esse fluxo de pagamentos está totalmente congelado. Cerca de duzentos e cinquenta e quatro mil contratos estão sob análise rigorosa. O montante retido chega a aproximadamente dois bilhões de reais.

O que foi encontrado nos contratos?

A investigação começou a partir de um aumento nas reclamações dos beneficiários. Muitos aposentados não reconheciam as dívidas ou questionavam as condições. O INSS então solicitou cópias dos contratos ao Banco Master para uma auditoria técnica.

A avaliação encontrou falhas fundamentais nos documentos. Informações cruciais, como a taxa de juros e o custo efetivo total, não estavam claras. O modelo de contrato usado foi considerado insuficiente perante as normas do instituto.

Outro ponto grave foi a verificação das assinaturas. Elas foram registradas como eletrônicas, mas não havia o Código QR necessário para confirmar a autenticidade. Sem esse código, é impossível saber se o aposentado realmente assinou o contrato.

E agora, o que acontece?

Os valores seguem bloqueados e só serão liberados se o banco comprovar a regularidade. Houve tentativa de negociação para liberar o dinheiro, mas o INSS negou o pedido. A prioridade é garantir que nenhum beneficiário tenha sido prejudicado.

Foi marcada uma reunião com o liquidante do Banco Master para definir um prazo. Se as assinaturas não forem validadas dentro do período, os contratos serão cancelados. O dinheiro descontado indevidamente terá que ser devolvido aos aposentados.

Enquanto isso, quem teve descontos a partir de setembro deve procurar a ouvidoria do INSS. Registrar a reclamação é fundamental para auxiliar nas investigações. Essa é a maneira mais eficaz de proteger seus direitos e ajudar a corrigir irregularidades.

Um novo acordo para o sistema

Paralelamente a esse caso, o INSS fechou um acordo com as entidades bancárias. A Febraban e a ABBC assumiram o compromisso de retomar o pagamento de uma taxa operacional. Esse custo, previsto em lei, estava suspenso desde 2022.

Com o acerto, as instituições financeiras pagarão cerca de cento e quarenta e oito milhões de reais. O objetivo é fortalecer a governança do sistema de consignado como um todo. A medida busca equilibrar as operações, sempre sem onerar o segurado.

A cobrança regularizada deve contribuir para um ambiente mais seguro. A intenção é que todos os bancos cumpram rigorosamente as regras estabelecidas. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no site Clevis Oliveira.

O caminho é de maior transparência e controle para proteger o bolso do aposentado. O acordo mostra uma movimentação do instituto para ajustar as operações de crédito. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no site Clevis Oliveira.

A situação segue em aberto, com o INSS mantendo a custódia dos recursos. A decisão final depende dos próximos passos do banco e das comprovações que apresentar. Para os beneficiários, a recomendação é ficar atento e procurar o órgão em caso de dúvida.

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.