O calor no Rio de Janeiro tem batido recordes neste início de ano. Muitos cariocas e fluminenses estão sentindo na pele algo que os meteorologistas confirmam: os termômetros estão subindo além do normal para o mês de janeiro. Essa sensação de abafado constante não é apenas uma impressão passageira.
Os dados históricos mostram que a temperatura chegou a marcar 41 graus Celsius em alguns dias. Esse patamar extremo só havia sido igualado em poucos anos desde 1961, como em 1969 e 2015. Agora, 2026 entrou para essa lista seleta, mas nada positiva. A média para o estado neste período costuma ser de 30,7°C, um valor já considerado alto.
Desde o primeiro dia do ano, diversas cidades registraram máximas acima dessa média. Locais como Duque de Caxias, Paraty e a capital tiveram vários dias seguidos de calor intenso. Até regiões tradicionalmente mais frescas, como a serrana Teresópolis e o litorâneo Arraial do Cabo, apresentaram dias mais quentes do que o esperado.
Um calor que se espalha
Essa onda de calor não é um problema exclusivo do Rio. Todo o Sudeste do país tem sentido os efeitos de um aquecimento regional. Minas Gerais e São Paulo também enfrentaram dias de temperaturas elevadas nos primeiros dias de janeiro. O fenômeno reforça que o calor intenso tem sido uma característica ampla desta temporada.
Diante da persistência do calor, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta de perigo para onda de calor. O aviso, de cor laranja, é o segundo nível mais grave em uma escala de três. Ele vale para uma vasta área que inclui as regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo, o Vale do Paraíba e partes de Minas Gerais. O alerta se estendeu até a noite de quarta-feira.
Enquanto o Sudeste lidava com o calor extremo, outra parte do país enfrentava um problema oposto. A região Norte, especialmente áreas do Acre e do Amazonas, estava sob alerta de perigo por chuvas intensas. É um contraste que mostra a complexidade do clima brasileiro, com fenômenos adversos simultâneos em diferentes estados.
A expectativa de um alívio
A boa notícia é que uma mudança no padrão atmosférico começou a permitir um leve declínio nas temperaturas a partir de quarta-feira. O enfraquecimento de um sistema de alta pressão, chamado de crista, facilitou o aumento das nuvens e a ocorrência de chuvas pontuais. Algumas pancadas já foram observadas no sul e na serra do estado.
Na capital fluminense, a previsão para os dias seguintes era de uma temperatura máxima em torno dos 35°C, com mínimas perto dos 21°C. Apesar de ainda ser um calor significativo, representa um certo alívio em relação aos picos anteriores. O céu deve ficar parcialmente nublado a nublado.
A previsão para o final da semana indicava a continuação desse padrão. Entre quarta e sábado, a expectativa era de céu nublado com pancadas de chuva isoladas durante as tardes e noites. Os ventos moderados também ajudariam a melhorar a sensação térmica, trazendo um respiro para a população após dias de calor intenso e recorde.
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