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Chuva se intensifica no país e acumulados podem chegar a 100 mm nesta semana

A semana que vem promete mudanças significativas no tempo em todo o Brasil. De segunda a sexta-feira, entre os dias 15 e 19 de dezembro, o cenário será de bastante instabilidade. Frentes frias, áreas de baixa pressão e outros sistemas típicos do verão se combinam e vão alterar completamente a dinâmica das chuvas e temperaturas. Prepare-se para uma semana de contrastes, onde o calor intenso pode dar lugar a temporais em questão de horas. Essas mudanças afetam desde o planejamento do dia a dia até as importantes atividades no campo. Cada região sentirá esses efeitos de uma forma muito particular, com direito a extremos que vão do frio ao calor abrasador.

No Sul do país, uma nova frente fria chega com força na segunda e na terça-feira. Ela traz chuvas que podem ser moderadas ou até fortes, com risco de temporais no oeste dos três estados. A combinação com um cavado na atmosfera aumenta a chance de ventos fortes e até de queda de granizo em pontos isolados. A partir da quarta-feira, o tempo abre e a estabilidade volta a dominar a região. Com a melhoria, porém, vem uma queda acentuada na temperatura, que pode cair para menos de 10°C em partes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O alívio no calor, no entanto, é passageiro, pois na sexta-feira as máximas disparam, podendo passar dos 35°C no território gaúcho.

A região Sudeste também enfrenta uma semana de muita chuva. As instabilidades começam no oeste de São Paulo e no noroeste de Minas Gerais, espalhando-se com o passar dos dias. O Rio de Janeiro também entrará no ritmo das pancadas, com risco de temporais no interior fluminense e em pontos de Minas e São Paulo. A formação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul é a responsável por volumes expressivos de chuva. No centro-norte de São Paulo, os acumulados podem chegar a 100 milímetros. Situação parecida é esperada no sul de Minas, no Rio de Janeiro e no extremo sul do Espírito Santo, o que deve atrasar muitas operações agrícolas. Enquanto isso, o norte do Espírito Santo e o nordeste de Minas terão tempo mais seco e estável.

O Centro-Oeste sente as instabilidades logo no começo da semana, com chuvas em Mato Grosso do Sul que se espalham para Mato Grosso e Goiás. Entre segunda e terça-feira, a previsão é de pancadas moderadas a fortes, com possibilidade de temporais acompanhados de raios e rajadas de vento. Os volumes de chuva ficam, em média, entre 40 e 50 milímetros. Em algumas áreas do norte de Mato Grosso do Sul, de Goiás e do centro-leste mato-grossense, esse número pode saltar para 100 milímetros. Para as lavouras, a água é bem-vinda, especialmente onde houve necessidade de replantio. Já nas cidades, o excesso de chuva pode causar alguns transtornos pontuais.

O Nordeste apresenta um cenário dividido. Pancadas de chuva são esperadas no oeste e sudoeste da Bahia, além do interior do Maranhão e do Piauí. Nessas localidades, um Vórtice Ciclônico aumenta o risco de temporais e ventos fortes, com acumulados entre 40 e 50 milímetros. No restante da região, predomina um tempo mais firme e bastante quente. As temperaturas podem ultrapassar a marca dos 37°C em vários pontos, situação que agrava o déficit hídrico e eleva o risco de incêndios florestais. Há uma indicação de que a umidade pode retornar de forma pontual perto do Natal, mas sem expectativa de chuvas significativas.

A região Norte continua com chuvas frequentes e intensas. Amazonas, Rondônia, Acre, Tocantins, Amapá e grande parte do Pará terão muitos dias de pancadas, com chance de temporais isolados. A influência da Alta da Bolívia favorece acumulados altos, entre 70 e 80 milímetros, em áreas produtoras do Acre, Rondônia, Amazonas e oeste do Pará. No Tocantins e no restante do Pará, os volumes superam 50 milímetros, podendo passar de 100 mm no sul tocantinense. O Amapá, sob a ação da Zona de Convergência Intertropical, registra os maiores volumes, com acumulados previstos acima de 150 milímetros.

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