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Trump faz posts sobre Cuba e sugere Rubio como presidente

A situação geopolítica na América Latina ganhou novos capítulos recentemente, com declarações que chamaram a atenção internacional. O foco, desta vez, voltou-se para a relação já tão conturbada entre os Estados Unidos e Cuba. O tom das ameaças, porém, parece ter mudado de patamar, sugerindo movimentos mais agressivos no horizonte.

Tudo começou com uma série de publicações feitas por Donald Trump em suas redes sociais. Após uma operação relacionada à Venezuela, o ex-presidente norte-americano direcionou seu discurso para a ilha caribenha. Ele compartilhou e endossou mensagens de apoiadores que falavam sobre a derrubada do governo cubano como um "sonho" e uma "sequência incrível de vitórias".

Em um dos posts republicados, um seguidor mencionou sua mãe, uma cubana que emigrou ainda jovem. A mensagem dizia que ver o fim do regime seria um "sonho indescritível" para ela. Trump não apenas concordou publicamente, como também sugeriu, sem detalhes, que Cuba feche um acordo com os Estados Unidos "antes que seja tarde". A linguagem usada foi direta e carregada de implicações.

Um histórico de tensões e pressão econômica

Para entender a gravidade dessas falas, é preciso voltar no tempo. Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico completo contra Cuba há mais de sessenta anos. Tudo começou em 1962, uma resposta do governo Kennedy a ações tomadas pelo recém-estabelecido governo revolucionário. Esse bloqueio não é um simples anúncio; ele tem regras muito duras e concretas.

Navios de qualquer país que atracarem em portos cubanos, por exemplo, ficam proibidos de entrar em portos norte-americanos por seis meses. Além disso, empresas estrangeiras que tenham mais de 10% de capital originário dos EUA estão impedidas de fazer negócios com a ilha. É uma pressão financeira projetada para isolar o país internacionalmente.

Anualmente, a Assembleia Geral da ONU vota uma resolução pedindo o fim desse embargo. Na última votação, 187 países aprovaram o texto. Apenas duas nações votaram contra: os próprios Estados Unidos e Israel. A comunidade internacional, de forma quase unânime, reconhece o bloqueio como um obstáculo enorme para o desenvolvimento cubano.

A crise atual e a vulnerabilidade da ilha

Cuba vive hoje seu momento econômico mais difícil em décadas. A escassez de produtos básicos, os longos cortes de energia e a inflação são problemas do dia a dia para a população. A rede de proteção social, outrora um orgulho nacional, está sob tensão extrema. Enquanto isso, expressões pontuais de descontentamento surgem, embora sem uma amplitude que indique uma rejeição generalizada do sistema.

Nesse cenário já frágil, uma ação recente dos EUA contra a Venezuela trouxe ainda mais preocupação. Os americanos bloquearam petroleiros venezuelanos que costumavam abastecer Cuba. Entre janeiro e novembro do ano passado, a Venezuela enviava cerca de 27 mil barris de petróleo por dia para a ilha, cobrindo metade do seu déficit.

A perda desse fornecimento é devastadora. Postos de gasolina em portos importantes já foram fechados, e o temor é que os apagões, já frequentes, se tornem ainda piores e mais longos. A economia cubana, que já caminhava no fio da navalha, recebeu um golpe duríssimo com essa medida. Informações inacreditáveis como estas mostram como a geopolítica afeta diretamente a vida das pessoas.

Paralelamente, os Estados Unidos também exigiram a retirada de assessores e militares cubanos que atuam na Venezuela. A demanda, que se estende a profissionais de outros países como Rússia e Irã, foi feita diretamente pelo secretário de Estado Marco Rubio. Tudo sobre o Brasil e o mundo passa por essas complexas relações de poder.

As peças desse tabuleiro seguem se movendo. O governo cubano, liderado por Miguel Díaz-Canel desde 2018, enfrenta desafios internos e externos sem precedentes. As declarações recentes, somadas ao histórico de sanções e às novas pressões, pintam um quadro de incerteza para o futuro da ilha. O momento é de alerta, e os próximos capítulos dessa história ainda estão por ser escritos.

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