Você já parou para pensar se o noticiário também tira fim de semana? Nas manhãs e tardes de domingo, a sensação é essa. Enquanto alguns canais exibem seus programas de variedades, as redações de jornalismo na TV aberta parecem entrar em modo silencioso. Para o telespectador que busca informações frescas, a oferta é limitada. A impressão que fica é a de que o mundo faz uma pausa, mas sabemos que não é bem assim.
Esse hábito não é de hoje. Algumas emissoras, como Cultura, Rede TV! e Gazeta, tradicionalmente fecham as portas de seus departamentos de jornalismo no sábado e no domingo. A programação desses dias depende do que foi produzido com antecedência. A justificativa pode envolver custos e audiência, mas o resultado é um vácuo informativo. O telespectador fica refém apenas do que os programas de domingo à noite decidem abordar.
Essa escolha das emissoras ignora um fato simples: os acontecimentos não tiram folga. Eventos importantes, seja no esporte, na política ou no cotidiano das cidades, continuam a ocorrer. Deixar de cobri-los ao vivo pode significar perder a nuance e a urgência das notícias. No fundo, é uma dinâmica que trata a informação como commodity de segunda categoria no fim de semana, um reflexo de velhos hábitos do setor.
O que está em movimento nas emissoras
Enquanto o jornalismo descansa, outras áreas das emissoras seguem em ritmo acelerado. A Record, por exemplo, está passando por reformas físicas em sua sede na Barra Funda, em São Paulo. A mudança envolve a transferência de cenários de estúdios antigos para outros recém-reformados. A estratégia parece ser a de liberar espaços para aluguel a produtoras independentes, um movimento comum no mercado.
A Globo continua a demonstrar sua influência, especialmente no esporte. A emissora pediu e conseguiu a mudança no horário de um jogo do Campeonato Carioca envolvendo o Flamengo. Esse tipo de ação mostra o poder de fogo da televisão aberta em moldar a programação esportiva ao seu favor. É um jogo de interesses onde a transmissão dita as regras.
Nos bastidores, as equipes estão sempre se recompondo. Um exemplo é a nova temporada de “Beleza Fatal”, que contará com uma equipe de colaboradores totalmente renovada. A rotatividade em projetos audiovisuais é alta e reflete a dinâmica por trás das câmeras. Cada nova produção é um quebra-cabeça de profissionais que precisa se encaixar a tempo de entrar no ar.
Novos projetos e rostos em cena
O calendário de produções para os próximos anos já está sendo desenhado. A Record, em parceria com a Seriella, confirmou uma nova série bíblica para 2026, “A Ira do Herdeiro”. O tema religioso segue sendo um pilar forte para a emissora. Além desse, outros projetos como “As Sete Marias” e “Judas Iscariotes” estão nos planos, mostrando um investimento contínuo nesse segmento.
A teledramaturgia também vive seus momentos de transição. A Globo, que antes guardava segredo absoluto sobre suas novelas, agora parece adotar uma postura mais aberta. Cenas das primeiras gravações de “Três Graças”, com Viviane Araujo e Belo, já vazaram para a imprensa. É um sinal dos novos tempos, onde a antecipação e o fã se tornam parte da estratégia.
As mudanças não param nos scripts. Há uma movimentação constante de apresentadores e chefs de redação entre as emissoras. Nomes como Sérgio Fernandes e Thiago Soares assumiram novas funções no jornalismo e no esporte da Gazeta, respectivamente. Esse rodízio é comum na TV e reflete a busca por renovação e por novas perspectivas dentro dos noticiários.
A programação que não para
Fora do estúdio, a Band investe em eventos musicais de verão, como o “Verão Maior Paraná”. A atração, apresentada por Lívia Nepomuceno, vai ao ar aos sábados e mostra a aposta em um entretenimento leve e sazonal. Esse tipo de programa preenche a grade com conteúdo ao vivo e fora do eixo Rio-São Paulo, capturando um clima festivo.
Os programas de auditório e entrevistas também se reinventam. O “Encontro” da Globo, agora com Patrícia Poeta, vai adotar um formato itinerante, gravando um programa por mês em uma cidade diferente. A primeira parada confirmada é Santos. Essa mudança tira o programa da rotina do estúdio e busca uma conexão mais direta com o público pelo país.
Até mesmo os programas esportivos ganham novas versões. A Jovem Pan estreou o “JP Futebol Clube”, um debate com influenciadores e comentaristas como Victor Boni. A ideia é agregar diferentes vozes e barulho à cobertura esportiva domininical. Enquanto isso, nomes consolidados como José Luiz Datena e Hugo Rocha seguem seus caminhos, mudando de canal ou ajustando seus horários, em um constante remanejamento do elenco da TV aberta.
Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.