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MP requer prisão de ex-presidente da Hurb por descumprir medidas cautelares

O ex-CEO da agência de viagens Hurb, João Ricardo Mendes, está novamente no centro de uma tempestade judicial. Ele foi detido no Aeroporto de Jericoacoara, no Ceará, após ser flagrado portando um documento falso. O episódio aconteceu enquanto ele cumpria medidas cautelares, incluindo o uso de uma tornozeleira eletrônica.

Agora, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu sua prisão preventiva à Justiça. O pedido se baseia no aparente descumprimento das regras estabelecidas após sua soltura em um processo de furto de obras de arte. As autoridades alegam que ele não só estava com a tornozeleira descarregada, como também deixou de apresentar relatórios médicos obrigatórios.

Essa nova reviravolta traz à tona um caso que já havia causado bastante comoção. O empresário ficou conhecido do grande público durante a grave crise da Hurb, que deixou milhares de consumidores com viagens canceladas e sem reembolso. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec.

### O pedido de prisão e as acusações

O Ministério Público entrou com o pedido de prisão na 32ª Vara Criminal da capital fluminense. A promotoria argumenta que houve um descumprimento reiterado das determinações judiciais. A detenção no aeroporto cearense seria apenas a face mais visível de uma série de infrações.

Além do documento supostamente falso e da tornozeleira sem carga, o ex-executivo estaria negligenciando outra obrigação. Desde setembro, ele teria deixado de entregar os relatórios médicos que foram determinados pela Justiça como parte das condições para sua liberdade. Para os promotores, esses fatos demonstram um claro desrespeito.

Esse comportamento, segundo o MPRJ, justificaria o retorno dele à prisão preventiva. A medida é solicitada para garantir o andamento do processo principal e assegurar que ele cumpra as obrigações legais. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec.

### O caso de furto que originou tudo

João Ricardo Mendes responde a um processo por furto qualificado de obras de arte. As investigações apontam que ele teria furtado peças de um hotel e de um escritório de arquitetura. Ambos os estabelecimentos ficam localizados dentro de um shopping center na cidade do Rio de Janeiro.

Imagens de câmeras de segurança seriam a principal prova contra ele, mostrando o momento dos supostos furtos. O valor total das obras subtraídas está estimado em cerca de vinte e oito mil reais. Esse foi o crime que levou à sua primeira prisão, em abril deste ano.

Após cerca de três meses detido, ele conseguiu uma liberdade condicional em agosto. A soltura veio acompanhada de um pacote de medidas cautelares bem específicas. Além da tornozeleira eletrônica e dos relatórios médicos, ele tinha outras restrições a cumprir. Agora, o descumprimento dessas regras pode levá-lo de volta à cadeia.

### A crise da Hurb e a situação atual

A trajetória de João Ricardo Mendes se tornou pública em meio ao colapso da Hurb. Em 2023, a empresa cancelou milhares de pacotes de viagem vendidos a clientes. Apeso das promessas oficiais de remarcação ou reembolso, muitos consumidores afirmam nunca ter recebido seu dinheiro de volta.

Essa situação de crise financeira e operacional levou ao seu afastamento do comando da agência. O caso das obras de arte, portanto, se desenrola em um momento pessoal e profissional já bastante conturbado para o empresário. O episódio mancha ainda mais a imagem de uma empresa que já estava em baixa com o público.

Nesta terça-feira, ele passou por uma audiência de custódia no Ceará, referente à detenção no aeroporto. O resultado foi uma nova soltura, agora em caráter provisório. Seu advogado, Vicente Donnici, afirmou que tanto o Ministério Público local quanto o juiz concordaram com essa liberdade provisória no caso específico do documento.

### A versão da defesa

A defesa de João Ricardo Mendes apresentou sua visão dos fatos. O advogado Vicente Donnici destacou que a prioridade no momento é o restabelecimento da saúde plena do seu cliente. Ele afirmou que isso requer um acompanhamento médico adequado e contínuo.

Sobre a acusação de que a tornozeleira eletrônica estava descarregada, a defesa nega que haja confirmação oficial. Donnici disse que não há nenhuma informação confirmada nos autos do processo, prestada por autoridade competente, atestando essa situação. Esse ponto seria crucial para o debate judicial.

O advogado também ressaltou o resultado da audiência de custódia no Ceará, que resultou em liberdade provisória. Para a defesa, isso indica que as justificativas para a detenção não foram consideradas suficientemente sólidas pelo juiz daquela comarca. O caso principal, no entanto, continua tramitando no Rio de Janeiro.

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