Na madrugada desta terça-feira, um incidente chamou atenção. O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda enquanto dormia na carceragem da Polícia Federal em Brasília. Segundo relatos, ele bateu a cabeça em um móvel.
A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em uma rede social. Ela afirmou que o ex-mandatário “não está bem” e detalhou que o episódio aconteceu durante o sono. Como o quarto permanece trancado, o socorro só chegou quando os agentes o chamaram para a visita.
A Polícia Federal emitiu uma nota sobre o ocorrido. Os agentes confirmaram que Bolsonaro relatou a queda à equipe de plantão e recebeu atendimento médico imediato. O médico da corporação avaliou que os ferimentos eram leves e não viu necessidade de encaminhamento hospitalar naquele momento, recomendando apenas observação. Mais tarde, contudo, a PF confirmou que ele foi levado para um hospital para realizar exames.
O histórico de saúde do ex-presidente
Bolsonaro havia retornado à carceragem da PF no último dia 1º de janeiro. Ele passou oito dias internado para tratar de uma hérnia inguinal e de crises persistentes de soluço. Esses problemas são sequelas do atentado a faca que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018, um episódio que marcou profundamente sua trajetória.
Durante essa internação, os exames revelaram outros aspectos de sua saúde. Foi diagnosticado um quadro severo de apneia do sono, condição para a qual ele agora utiliza um aparelho Cpap para dormir. Além disso, os médicos concluíram que seu caso de soluços crônicos é considerado raro.
Os soluços não serão resolvidos com as cirurgias já realizadas. O tratamento exigirá acompanhamento constante, incluindo sessões de fisioterapia, por exemplo. O ex-presidente também solicitou e recebeu prescrição médica para medicamentos contra depressão, incorporando esse novo elemento ao seu quadro clínico geral.
Os pedidos de prisão domiciliar
A defesa de Bolsonaro utilizou o período de internação hospitalar para fazer um novo pedido de transferência para o regime domiciliar. Os advogados argumentaram que ele precisaria de um ambiente mais adequado para continuar o tratamento de saúde. Esse foi mais um capítulo na sequência de solicitações semelhantes feitas ao longo do processo.
No mesmo dia em que recebeu alta do hospital, porém, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido. Em sua decisão, Moraes destacou que os laudos médicos indicavam melhora do quadro clínico após as cirurgias eletivas, e não um agravamento. Ele entendeu que não havia motivos para alterar o regime de prisão.
Bolsonaro está preso preventivamente desde o dia 22 de novembro, após tentar romper sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A decisão pela prisão preventiva, inicialmente tomada por Moraes, foi posteriormente confirmada pela Primeira Turma do STF.
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