João Ricardo Rangel Mendes estava prestes a embarcar em um voo para Guarulhos, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, na noite desta segunda-feira. Funcionários da companhia aérea e da equipe de segurança do aeroporto, no entanto, notaram algo estranho no documento de identidade que ele apresentou. A suspeita levou à intervenção do Batalhão de Policiamento Turístico, que confirmou tratar-se de uma falsificação grosseira.
O fundador da antiga plataforma de turismo Hurb foi então preso em flagrante. Ele utilizava uma identidade falsa em nome de João Eudes Filgueiras Rodrigues na tentativa de viajar. Após a confirmação, os policiais o conduziram à Delegacia Plantonista de Acaraú para os procedimentos necessários.
Esse não é o primeiro episódio do tipo envolvendo o ex-executivo. A situação atual se soma a uma série de processos criminais que ele já enfrenta. A maioria desses casos está relacionada a alegações de estelionato durante sua gestão à frente da empresa.
Um histórico de controvérsias
A trajetória de João Ricardo à frente do Hurb, antes chamado Hotel Urbano, foi marcada por altos e baixos. Ele fundou a empresa em janeiro de 2011, construindo uma das marcas mais conhecidas do setor no país. No entanto, os anos finais de seu comando foram turbulentos, culminando em sua renúncia ao cargo de CEO em abril de 2023.
Os problemas judiciais, porém, parecem ter se intensificado após sua saída da empresa. Em abril do ano passado, ele foi preso sob a acusação de furtar obras de arte de um hotel de luxo e de um escritório de arquitetura na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Na ocasião, a prisão em flagrante ocorreu dentro de uma cobertura de luxo.
Ele acabou solto em agosto do mesmo ano, mas sob a condição de usar tornozeleira eletrônica. Esse novo incidente no aeroporto mostra que os embates com a justiça estão longe de terminar. A tentativa de usar um documento falso levanta questões sobre as motivações por trás do ato.
Os desdobramentos legais
Agora, ele responde pela posse e uso de documento falso, um crime previsto no Código Penal. As investigações vão apurar as origens da falsificação e a intenção de seu uso. Esse capítulo se soma a um processo já existente e complexo na vida do ex-empresário.
A maioria dos processos em seu nome tem como pano de fundo a sua antiga empresa. São casos que envolvem principalmente alegações de estelionato, muitos movidos por consumidores e parceiros de negócio. A imagem de sucesso do passado contrasta fortemente com os problemas atuais.
A prisão em Jericoacoara joga nova luz sobre essa queda. Ela ilustra como questões pessoais e legais podem se entrelaçar de maneira dramática. O desfecho dessa história ainda está por ser escrito, dependendo dos trâmites judiciais que estão em curso.
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