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Cuba condena ataque dos EUA à Venezuela e declara apoio total ao governo Maduro

Cuba se pronunciou de forma contundente sobre um evento que abalou a região. O governo da ilha emitiu uma declaração oficial condenando uma ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. A linguagem utilizada foi forte, classificando o ocorrido como uma agressão covarde. O documento reafirma o apoio incondicional de Havana ao governo e ao povo venezuelano.

A nota diplomática, divulgada nesta sexta-feira, alega uma violação clara do direito internacional. Segundo a posição cubana, a Carta das Nações Unidas foi desrespeitada. O texto endossa um pronunciamento anterior feito pela vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez. A exigência central é pela apresentação de provas de vida dos líderes venezuelanos.

A situação é apresentada como uma escalada perigosa de tensões pré-existentes. Cuba vincula o episódio a uma campanha de pressão que se intensificou em setembro do ano passado. Na visão de Havana, o envio de forças navais ao Caribe foi um prelúdio. Agora, a ação militar representaria um novo e grave capítulo nesse conflito.

A acusação de motivações imperialistas

O governo cubano não poupou críticas às motivações por trás da ação. A nota acusa Washington de agir com objetivos imperialistas claros. O interesse estaria no controle dos vastos recursos naturais venezuelanos. Além disso, a ação teria uma finalidade de intimidação regional. Países da América Latina e do Caribe seriam alvos dessa demonstração de força.

A responsabilidade pelos eventuais danos é atribuída diretamente a autoridades norte-americanas. A declaração cita nominalmente o presidente Donald Trump e seu secretário de Estado. Eles seriam responsáveis por quaisquer mortes ou destruição decorrentes da operação. A linguagem é de total repúdio àquilo que chamam de uma manobra fascista.

A referência à Doutrina Monroe não é casual. Para Cuba, o episódio revive ambições hegemônicas históricas dos Estados Unidos sobre o continente. A ideia seria reafirmar uma dominação política e econômica sobre a região. O acesso irrestrito ao petróleo e outros recursos da Venezuela estaria no centro dessa estratégia.

O apelo à comunidade internacional e os riscos regionais

Havana fez um apelo direto para que a comunidade internacional se manifeste. A condenação global é vista como necessária para evitar a impunidade. O sequestro de um presidente em exercício, segundo a nota, não pode ficar sem consequências. A paz e a segurança internacionais estariam sob ameaça concreta.

Cuba lembra um acordo regional importante assinado em sua capital. A Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz data de 2014. Esse princípio, acordado por unanimidade, estaria sendo atacado frontalmente. A mensagem é de alerta para todas as nações da região sobre os riscos que compartilham.

O tom final da declaração é de solidariedade militante e disposição para a luta. A frase "Pátria ou Morte" encerra o documento com um lema histórico da Revolução Cubana. A mensagem transmite que, para Havana, a defesa da Venezuela é uma causa própria. O clima é de alerta máximo e de preparação para um prolongamento da crise.

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