Os Estados Unidos anunciaram uma operação militar com o objetivo de capturar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A medida, sem precedentes recentes, gerou uma onda de reações imediatas em todo o mundo. O cenário político internacional ficou instantaneamente mais tenso.
A Rússia foi um dos primeiros países a se posicionar de forma veemente contra a ação norte-americana. O governo de Vladimir Putin classificou o movimento como um claro ato de agressão armada. Para o Kremlin, não há justificativa que sustente uma intervenção dessa natureza em um país soberano.
O Ministério das Relações Exteriores russo reafirmou total solidariedade ao povo venezuelano. O apoio também se estende à liderança atual do país, chamada de bolivariana. A posição oficial defende que a América Latina precisa permanecer como uma zona de paz, livre de conflitos.
A posição europeia e o direito internacional
Enquanto isso, na Europa, as reações foram mais contidas, mas não menos firmes em seus princípios. Líderes europeus evitaram um confronto direto com os Estados Unidos. No entanto, deixaram clara sua preocupação com a quebra da normalidade diplomática.
A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, que atua como chefe da diplomacia da União Europeia, conversou com o secretário de Estado americano. A UE afirmou que acompanha a situação na Venezuela com muita atenção. O bloco reafirmou sua visão de que Maduro carece de legitimidade democrática.
Apesar dessa visão, a União Europeia defende que qualquer transição deve ser essencialmente pacífica. O apelo europeu foi pela moderação e pelo estrito respeito ao direito internacional. A Carta das Nações Unidas, que prevê a soberania dos Estados, precisa ser o guia principal.
O peso histórico da decisão norte-americana
Esta ação marca um ponto fora da curva na história das relações dos EUA com a América do Sul. Se confirmada, é a primeira vez que os norte-americanos empreendem uma ação militar direta para derrubar um líder sul-americano. É um passo além do que se via nas décadas de 60 e 70.
Naquela época, o apoio a golpes e mudanças de governo era real e frequente. No entanto, tropas ou armas americanas não eram usadas de forma tão explícita e direta. O método usual envolvia apoio logístico, inteligência e financiamento a grupos locais de oposição.
A decisão atual, portanto, altera um paradigma de décadas na política externa da região. Ela levanta um debate profundo sobre soberania e os limites da intervenção estrangeira. O desfecho dessa situação ainda é incerto, mas suas consequências já começam a ser desenhadas.
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