Uma situação grave tomou conta da América Latina neste fim de semana. A notícia da possível captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos gerou uma imediata crise internacional. O episódio, anunciado pelo próprio Donald Trump, marca uma escalada dramática em anos de tensão. Agora, o mundo aguarda confirmações e observa as reações que começam a surgir de todos os lados.
A operação militar americana, descrita como um ataque em larga escala, teria resultado na prisão de Maduro e de sua esposa. Eles foram retirados do país, segundo o comunicado publicado nas redes sociais do ex-presidente norte-americano. Trump classificou a ação como “brilhante”, elogiando o planejamento e as tropas envolvidas. Autoridades de seu governo comemoraram o fim de uma era, referindo-se a Maduro como um tirano que finalmente enfrentará a justiça.
Nos Estados Unidos, o líder venezuelano é alvo de processos por suposto envolvimento com o narcotráfico. Um senador americano confirmou que a ação teve como objetivo proteger agentes que cumpriam um mandado de prisão. Ele argumentou que o presidente tem autoridade constitucional para ordenar tal medida. Essa seria a primeira vez que os EUA empregam força militar direta para derrubar um governo sul-americano, um passo além do apoio a golpes visto no passado.
A resposta imediata de Caracas e aliados
Do lado venezuelano, a confusão e a resistência são as palavras de ordem. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de vida do líder. Já o ministro da Defesa do país prometeu resistir à presença de tropas estrangeiras e jurou não entregar o poder. O governo em Caracas não perdeu tempo e solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, classificando o ataque como um ato covarde.
A Rússia, principal aliada internacional do governo Maduro, foi rápida em condenar a ação. O governo de Vladimir Putin chamou o evento de um ato de agressão armada, considerando insustentáveis quaisquer justificativas apresentadas pelos EUA. Moscou reafirmou seu apoio à liderança venezuelana e defendeu que a América Latina deve permanecer uma zona de paz. O Kremlin pediu diálogo e o fim de qualquer interferência externa destrutiva.
Outras nações também se posicionaram firmemente contra a operação. Cuba emitiu uma dura condenação, descrevendo o ataque como um ato de terrorismo de Estado contra toda a América Latina. O Irã se juntou ao coro, denunciando uma flagrante violação da soberania e da integridade territorial da Venezuela. As reações mostram um cenário de polarização que vai muito além das fronteiras venezuelanas.
A reação dos vizinhos e a preocupação regional
No Brasil, a preocupação com a estabilidade da região é palpável. Diplomatas consultados descrevem o cenário como extremamente grave, com receio de que a situação descambe para um conflito armado dentro da Venezuela. Há poucas semanas, um embaixador brasileiro já havia alertado para o risco de uma guerra com proporções semelhantes às do Vietnã. O governo agora consulta aliados e busca mais informações antes de um posicionamento oficial.
A Colômbia, que compartilha uma longa e sensível fronteira com a Venezuela, tomou medidas práticas imediatas. O presidente Gustavo Petro anunciou a mobilização de forças de segurança pública para a área de fronteira. O objetivo é estar preparado para um possível fluxo maciço de refugiados. Simultaneamente, a Colômbia, como membro do Conselho de Segurança da ONU, busca apoio para convocar a reunião de emergência solicitada por Caracas.
Enquanto muitos expressam preocupação, há quem celebre a notícia. O presidente argentino Javier Milei foi um dos primeiros líderes sul-americanos a comemorar publicamente nas redes sociais. Nos Estados Unidos, parlamentares republicanos, especialmente aqueles com forte base na Flórida, saudaram a queda de Maduro. A ação militar parece aprofundar as divisões políticas já existentes no continente, criando um novo e imprevisível capítulo nas relações internacionais.
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