O governo do presidente Donald Trump voltou a avaliar novas sanções contra autoridades brasileiras, em meio à crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e às investigações relacionadas ao caso Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Segundo uma alta autoridade do Departamento de Estado dos Estados Unidos, medidas já foram elaboradas e estão prontas para eventual aplicação. Alexandre de Moraes está entre os nomes acompanhados pelo governo americano, embora Washington também esteja analisando a situação de outros integrantes do STF.
Uma das possibilidades é a utilização novamente da Lei Global Magnitsky, que permite aos Estados Unidos impor sanções financeiras e restrições contra pessoas estrangeiras acusadas, pelo governo americano, de graves violações de direitos humanos.
Moraes já havia sido sancionado pelos Estados Unidos em julho de 2025. A medida acabou sendo retirada posteriormente, mas, segundo autoridades americanas ouvidas pela imprensa, o processo que levou àquela sanção continua sendo considerado válido pelo governo dos EUA.
O CASO BANCO MASTER ENTROU NO CENTRO DA CRISE
A atual discussão ganhou força depois que documentos e mensagens apreendidos pela Polícia Federal passaram a envolver ministros do Judiciário em diferentes situações.
No caso de Alexandre de Moraes, documentos da investigação apontaram mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e mencionaram um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Moraes nega qualquer irregularidade e afirma que não manteve contato com Vorcaro.
Também surgiram informações sobre outros ministros. Reportagens desta sexta-feira mostram, por exemplo, mensagens que indicariam proximidade entre Vorcaro e o ministro do STJ Benedito Gonçalves. O próprio ministro declarou-se impedido de julgar processos relacionados ao Banco Master.
AINDA NÃO HÁ DATA PARA A DECISÃO DE TRUMP
Esse é o ponto que precisa ficar claro: o governo americano já preparou possíveis medidas, mas não anunciou uma data para aplicá-las.
A decisão final caberá ao presidente Trump. A autoridade do Departamento de Estado ouvida pela Folha afirmou que não existe um cronograma definido para a adoção das sanções.
Portanto, dizer que “Trump vai anunciar sanções nos próximos dias” seria, neste momento, mais forte do que aquilo que está comprovado.
O que podemos afirmar com segurança é: Washington está acompanhando de perto a crise brasileira, novas sanções estão sendo estudadas e algumas medidas já estariam preparadas para uma eventual decisão de Trump.
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