Larissa da Cruz Morata foi encontrada morta no domingo, 6, em sua casa de Embu das Artes, na zona leste de São Paulo.
Seus corpos foram localizados pelo SAMU e a autopsia revelou uma ferição na cabeça causada por arma de fogo.
O marido, o soldado Vinicius Costa Silva, foi preso na segunda-feira e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes.
O caso já avançou para audiência de custódia na terça-feira e envolve questões sobre uma suposta discussão anterior sobre o fim do namoro. Larissa havia concluído o curso de Técnico em Radiologia no Famício Centro Universitário em 2019, mostrando兴趣 sólido pela área da saúde. Antes disso, ela trabalhava em uma fundação como técnica de radiologia, atuando tanto em carretas móveis quanto no setor de mamografia. Em 2022, a jovem assumiu um cargo similar e manteve a profissão até 2024, quando decidiu expandir sua atuação para uma farmácia em Taboão da Serra, onde era proprietária junto com Silva. Essa trajetória profissional revela dedicação e responsabilidade, características que ela mesmo destacava no seu perfil do LinkedIn como paixão pelo cuidado ao próximo.
A investigação começou quando o SAMU foi acionado às onze horas do domingo, 6, para atender à vítima. A jovem foi hallada caixa no banheiro da casa, com ferimento na cabeça causado por uma arma de fogo. O relatório de ocorrência indica que o projétil foi recuperado sob o corpo e que a arma pertence ao marido, Vinicius Costa Silva. Além do arma, o local continha um coldre, carregador, munições e um estojo de disparo, indicando preparação para tiro. A perícia balística analisou a trajetória dos projétils e descobriu que o caminho da bala não correspondia a uma automática comum, sugerindo uso de peças modificadas. Esses elementos foram coletados para a análise da polícia científica e para comparação com o caso da investigação. Os exames de sangue e de rastreamento ocular também foram solicitados, enquanto a equipe de perícia fotografou cada detalhe da cena, garantindo que nenhum ponto fosse omitido. A coleta de amostras de DNA será usada posteriormente para comparar com o perfil do acusado e, se houver, com registros de antecedentes criminais adicionais.
A defesa argumenta que o soldado nunca cometeu violência contra Larissa, pois, embora o relacionamento tenha terminado no dia do fato, eles mantinham um bom vínculo e compartilhavam o mesmo amor pelo filho. O advogado Roberto Montanari Custódio disse que a situação é uma tragédia profunda, que deixou as famílias feridas e, especialmente, afetou o menino da família. De acordo com o promotor, o depoimento de Silva contém conversas anteriores em que a vítima expressou sentimentos de isolamento e pensamentos sobre suicídio, caso uma separação surgisse. Esse material seria apresentado aos policiais como prova do contexto emocional da vítima, visando clarificar os motivos por trás do evento. A coordenadora de investigação, Bruna Caracho Crippa, explicou que a prisão temporária foi decidida após a análise balística revelar inconsistências que não permitiam concluir que o homicídio foi feito por impulso. O objetivo é garantir que todos os factos sejam avaliados com rigor, evitando condenações precipitadas. Além disso, a equipe solicitou testes de drogas para excluir qualquer efeito de substâncias que pudessem explicar a condição física da vítima no momento real do incidente.
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