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Suspeito de ataque à faca em Paris é internado em hospital psiquiátrico

Um homem de 25 anos, suspeito de esfaquear três mulheres no metrô de Paris, foi internado em um hospital psiquiátrico. A decisão veio após uma avaliação médica que considerou seu estado de saúde incompatível com a prisão. A medida de prisão preventiva, então, foi suspensa temporariamente pela Justiça francesa.

Os ataques ocorreram na tarde de sexta-feira, em três estações diferentes da capital francesa. As vítimas sofreram ferimentos leves, sendo duas atingidas nas costas e uma na coxa. Duas receberam atendimento no local pelos bombeiros, enquanto a terceira se dirigiu por conta própria a um hospital.

Agora, o suspeito permanecerá sob cuidados médicos até que profissionais avaliem sua condição para receber alta. O Ministério Público francês deixou claro que a suspensão da prisão é temporária. Se houver melhora em seu estado de saúde, a medida preventiva pode ser reinstaurada.

O que aconteceu no metrô de Paris

Na sexta-feira, entre as quatro e cinco da tarde, o clima de fim de ano foi abruptamente interrompido por uma série de ataques. Um homem circulou por estações movimentadas, como Arts-et-Métiers, République e Opéra. Em cada uma delas, ele teria esfaqueado uma mulher, sem um motivo aparente que ligasse as vítimas.

A rápida ação dos serviços de emergência limitou as consequências dos golpes. Os ferimentos foram classificados como leves, o que, em um cenário tão assustador, pode ser considerado um alívio. A polícia identificou o suspeito rapidamente, graças às imagens das câmeras de segurança que monitoram a rede de transporte.

No final da mesma tarde, a polícia conseguiu localizar e deter o indivíduo em Val-d’Oise, região nos arredores de Paris. A agilidade na captura trouxe um pouco de tranquilidade a uma cidade que vive constantemente alerta com sua segurança pública. O caso, porém, revelaria um histórico complexo.

A complexa situação legal do suspeito

O homem detido é do Mali e estava em situação irregular na França. Ele não era desconhecido das autoridades. Seu passado já incluía uma condenação por destruição de propriedade sob efeito de drogas. Em janeiro de 2024, foi detido novamente, desta vez por roubo qualificado e agressão sexual.

Por esses últimos crimes, ele cumpriu seis meses de prisão e foi libertado em julho. No entanto, sua permanência no país já tinha os dias contados. As autoridades emitiram uma ordem de expulsão do território francês, e ele foi colocado em um centro de detenção administrativa.

O processo de deportação, no entanto, esbarrou em um obstáculo burocrático comum nesses casos. O suspeito não possuía documentos de identificação válidos. Para repatriá-lo, era necessário que a embaixada de seu país de origem emitisse um salvo-conduto, um documento de viagem especial.

O impasse que adiou a deportação

A legislação francesa estabelece um prazo máximo de 90 dias para concluir uma deportação a partir de uma ordem de expulsão. Esse tempo começa a contar quando o estrangeiro é colocado em detenção administrativa. O objetivo é evitar que as pessoas fiquem presas indefinidamente sem uma perspectiva clara.

No caso do malinês, a embaixada não emitiu o salvo-conduto dentro desses três meses. Diante do esgotamento do prazo legal, as autoridades francesas não tinham outra opção senão libertá-lo. Ele foi, então, colocado em prisão domiciliar, aguardando a resolução do impasse documental.

Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec. Paralelamente a essa situação, um mandado de busca contra o suspeito já estava em aberto. Sua liberdade, portanto, era relativa e monitorada, até que os eventos no metrô colocaram um fim abrupto nesse processo administrativo. Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec.

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