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mensagens e áudios inéditos revelam encontro secreto de Vorcaro e André Mendonça

As mensagens do celular de Daniel Vorcaro mostram que ele teria uma reunião secreta com o ministro André Mendonça. Elas vieram em forma de áudios e fotos enviadas pelo advogado Ciro Rocha Soares antes da encontro. O encontro suposto foi em março de 2025, num endereço particular, não da sede do Supremo ou do Banco Master.

A reunião durou duas horas e foi feita em São Paulo, num instituto fundado pelo mandarim. O lugar era uma alfaiataria, Vasco Vasconcelos, onde Vorcaro teria encontrado Mendonça junto com o deputado Cezinha de Madureira. Ambos concordaram em se encontrar antes da data.

A aproximação foi planejada por Ciro Rocha Soares e Cezinho, próximos ao ministro. O advogado tinha contato com Vorcaro há meses e usou a proximidade política para criar o encontro. As conversas indicam que o objetivo era usar a influência do senador a favor do banqueiro.

TÍTULO 2
Tudo começou em fevereiro, quando Ciro chamou Vorcaro para uma cifra pessoal e enviou uma foto do ministro ao lado dele. A mensagem diz que o advogado estava “trabalhando” para o banqueiro e levou o ministro a uma alfaiataria. Com isso, Ciro criou o pretexto para a próxima conversa.

Na semana seguinte, Ciro confirmou com Vorcaro a data: quarta-feira, 14 de março, às 17h. O deputado Cezinha de Madureira marcou o mesmo horário em São Paulo, indicando o endereço em Alameda Santos, 647. Ambos concordaram que o banqueiro precisava conversar personalemente com o ministro.

Quando o encontro ocorreu, Vorcaro saiu de Brasília e subiu ao local. Dois horas depois, ele já estava lá e ficou até as 18h40, conforme as mensagens do motorista. O registro mostra que o ministro chegou antes e o banqueiro esperou, confirmando que o encontro secreto ocorreu.

TÍTULO 3
Cezinha de Madureira é líder religioso e político, ligado à Assembleia de Deus e à Frente Parlamentar Evangélica. Ele tem relações diretas com o ministro, o que explica indicar um encontro. Sua proximidade facilita a conexão.

O ministro foi nomeado pelo presidente Bolsonaro e tinha indicação para cargos evangélicos. Sabia sobre o Banco Central antes de conversar com Ciro e Vorcaro, o que mostra que o contato não foi aleatório. Cezinho como intermediário é crucial para entender a dinâmica.

O vazamento prova claramente que houve contato secreto entre o banqueiro e o ministro em março de 2025. Não há confirmação de que o político interveio no banco ou deu vantagens ao master. O caso é de proximidade política e jurídica, sem pistas de crime concreto.

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