Uma onda de calor intensa segue castigando boa parte do Sudeste brasileiro. O alerta mais grave do Instituto Nacional de Meteorologia, o de grande perigo, vale para mais de mil municípios. A situação é considerada de risco para a saúde e deve persistir até o início da próxima semana.
A região mais afetada abrange todo o estado de São Paulo, o Rio de Janeiro, o norte do Paraná e partes de Minas Gerais e Espírito Santo. O critério para esse alerta máximo são temperaturas que ficam cinco graus acima da média histórica por pelo menos cinco dias consecutivos. É um calor que vai além do comum para o verão.
A previsão para a capital paulista neste sábado, por exemplo, é de máximas de 33°C. Mas os termômetros já mostraram que podem subir ainda mais. Na sexta-feira, São Paulo registrou a temperatura mais alta de dezembro desde 1943, marcando impressionantes 36,2°C. O recorde foi batido um dia após a cidade ter chegado a 35,9°C.
A massa de ar quente e a virada no tempo
A causa direta desse calorão persistente é uma massa de ar quente que estacionou sobre a região. Ela atua como uma tampa, impedindo a entrada de frentes frias e mantendo os termômetros nas alturas. A sensação é de abafamento constante, com pouquíssimo alívio durante a noite.
No entanto, uma mudança significativa está a caminho. Uma frente fria se aproxima e deve alcançar o Sudeste entre segunda e quarta-feira. Com ela, a previsão é de volumes mais expressivos de chuva. Isso deve, finalmente, derrubar as temperaturas, ainda que o tempo permaneça quente, como é típico da estação.
É importante notar que essa transição pode ser brusca. A chegada da chuva pode vir acompanhada de temporais fortes. O Centro de Gerengamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo alerta para a possibilidade de pancadas com descargas elétricas, rajadas de vento e até a ocorrência de granizo entre a tarde e o início da noite.
Os preparativos para as chuvas intensas
Diante da previsão de chuva forte, a Defesa Civil do Estado de São Paulo já emitiu seus próprios alertas. A expectativa é que as precipitações se intensifiquem a partir de segunda-feira. Os volumes mais significativos devem ocorrer no interior do estado, deslocando-se para o litoral norte próximo da virada do ano.
Para coordenar a resposta a possíveis alagamentos ou deslizamentos, o governo estadual optou por uma medida drástica. Foi decidida a instalação de um gabinete de crise que funcionará de 29 de dezembro a 4 de janeiro. O objetivo é integrar as ações de prefeituras, órgãos estaduais e concessionárias de serviços.
Enquanto isso, a Defesa Civil Municipal de São Paulo mantém seu estado de atenção para as altas temperaturas. O cuidado com a saúde, principalmente de idosos e crianças, segue sendo crucial. A hidratação constante e a busca por ambientes frescos são as recomendações de sempre, mas que ganham um peso extra em dias como estes.
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