O Grupo Habib’s entrou em recuperação judicial na segunda-feira 24, com dívida total de R$ 265,2 milhões. O juiz Jomar Juarez Amorim nomeou a consultora KPMG para administrar o caso, conforme o pedido na Justiça de São Paulo. O movimento visa garantir a sustentabilidade do negócio, mantendo a qualidade das lojas e a continuidade da história de mais de quatro décadas presente nas cidades brasileiras em toda a rede comercial atual.
Os argumentos centram‑se na crise provocada pela pandemia, pelo crescimento acelerado das plataformas de delivery e pelo aumento forte da Selic. O elevador de juros de 4% para 15% encareceu o empréstimo e a rolagem da dívida, complicando a gestão financeira. Como consequência, a justiça suspendeu a execução imediata e impôs 60 dias para o plano de restruturação, sob risco de falência se não cumprido para a sobrevivência contínua do negócio.
A situação envolve 178 pessoas jurídicas do conglomerado Gennius, além de dois sócios fundadores, Alberto Saraiva e Belchior Saraiva, cuja atividade rural apoia a cadeia produtiva. Entre os negócios existem dez franqueadoras, 17 sociedades operacionais, seis churrascarias Tendal, 119 lojas Habib’s e 26 lojas Ragazzo. Esses números mostram a amplitude do império, que busca recomeçar sem comprometer a qualidade dos produtos e manter a confiança dos consumidores no mercado nacional.
Título 2
O Grupo Habib’s entrou em recuperação judicial… (primeiro parágrafo) – 70 palavras.
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O plazo de 60 dias obriga o grupo a montar um plano de reestruturação detalhado, listando como as dívidas serão reorganizadas e quais novas fontes de financiamento serão buscadas. Qualquer atraso pode acionar processos de falência, então a diretoria precisa agir com urgência. Os contratos dos credores permanecem vigentes e os ativos garantidos ficam congelados até a aprovação do novo esquema. Finalmente.
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