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Silvinei é transferido para Brasília após ser preso no Paraguai em tentativa de fuga

O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, está agora em Brasília. Ele cumpre uma prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal. Sua transferência ocorreu neste final de semana, após uma tentativa de fuga bastante elaborada.

Ele havia passado a noite de sexta-feira em Foz do Iguaçu, no Paraná. Antes disso, estava detido no Paraguai, onde foi flagrado com um passaporte falso. O plano era embarcar em um voo com destino a El Salvador.

A condenação de Silvinei é de 24 anos e seis meses de prisão. O STF o considerou parte de um dos núcleos que planejaram atos golpistas após as eleições. Até então, ele aguardava o fim dos recursos em liberdade, usando uma tornozeleira eletrônica.

O pedido da defesa

Os advogados de Silvinei fizeram um pedido ao ministro Alexandre de Moraes. Eles querem que o ex-diretor cumpra a prisão em Santa Catarina. As cidades sugeridas foram São José ou Florianópolis.

A justificativa apresentada foi a de que ele tem vínculos familiares e profissionais na região. Segundo a defesa, isso contribuiria para sua estabilidade e segurança. O argumento incluiu a facilitação de seu direito à ampla defesa.

Caso o pedido seja negado, a defesa apresenta uma segunda opção. Eles pedem que Silvinei seja levado para a unidade da Polícia Militar conhecida como Papudinha, no Distrito Federal. Os advogados alegam que a estrutura do local é adequada para casos de grande exposição.

A fuga frustrada

Tudo começou com uma falha no sinal da tornozeleira eletrônica. A Polícia Federal detectou que o equipamento parou de transmitir dados na madrugada do dia 25 de dezembro. O monitoramento eletrônico simplesmente sumiu.

Uma equipe da Polícia Penal de Santa Catarina foi acionada na noite do mesmo dia para verificar. Quando chegaram ao apartamento de Silvinei, em São José, ele já não estava mais lá. Horas depois, agentes da PF foram ao local para investigar o descumprimento das regras.

A investigação apurou que ele usou um carro alugado para deixar o prédio. Sua rota tinha um destino claro: a fronteira com o Paraguai. Antes de romper o monitoramento, ele organizou meticulosamente sua saída.

Os detalhes da tentativa

Vestindo roupas casuais, como calça de moletom e boné, Silvinei carregou suas coisas no carro. Entre os pertences, estavam bolsas, tapetes higiênicos para cachorros e até um pitbull. O cenismo sugeria uma viagem comum, não uma fuga.

No Paraguai, a estratégia foi usar um passaporte falso emitido em nome de Julio Eduardo. Para completar o disfarce, ele carregava uma carta que alegava um grave problema de saúde. O documento dizia que ele tinha um câncer no cérebro e não podia falar ou ouvir.

A justificativa na carta era de que viajava para fazer um tratamento médico especializado. A tentativa, porém, não passou pela fiscalização alfandegária. Com a frustração do plano, a PF comunicou todos os detalhes ao ministro Alexandre de Moraes, que imediatamente decretou sua prisão.

As consequências do caso

Após o episódio, a Polícia Federal tomou medidas preventivas com outros condenados no mesmo processo. Eles decidiram revogar algumas permissões e intensificar a vigilância. O objetivo é evitar novas tentativas de evasão.

Um dos afetados foi o ex-assessor internacional da Presidência, Filipe Martins. Agentes da PF foram até a casa dele para comunicar a nova decisão. Sua tornozeleira eletrônica permanece, mas a autorização para sair durante o dia foi cancelada.

Agora, ele e outros monitorados estão sob regime muito mais restritivo. O caso de Silvinei serviu como um alerta para as autoridades. O sistema de vigilância eletrônica, embora eficaz, mostrou que precisa de ajustes contínuos.

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