O ex-presidente Jair Bolsonaro segue em recuperação no hospital, após passar por uma cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. O procedimento, realizado em Brasília, durou mais de três horas e ocorreu sem complicações. A equipe médica optou por operar os dois lados do abdômen de uma vez, visando evitar uma nova intervenção no futuro.
Agora, os cuidados estão focados na reabilitação. O boletim mais recente informa que ele já começou sessões de fisioterapia. Os profissionais também ajustaram a medicação para controle da dor e para prevenir a formação de coágulos sanguíneos, um cuidado comum após cirurgias.
Outro ponto de atenção é o tratamento para o soluço persistente que o acompanha há meses. Esse incômodo contínuo pode atrapalhar a respiração e o descanso, fatores essenciais para uma boa recuperação. Por isso, os médicos estão monitorando de perto esse sintoma.
### O que foi feito durante a cirurgia
A decisão de operar foi tomada porque, embora a hérnia do lado esquerdo ainda estivesse no início, a do lado direito já exigia correção. O cirurgião explicou que resolver os dois problemas simultaneamente é a estratégia mais eficaz. Assim, evita-se que o paciente precise passar por todo o processo novamente em pouco tempo.
Durante a operação, realizada com anestesia geral, os médicos colocaram uma tela de material sintético na parede abdominal. Esse reforço interno é uma técnica padrão para reparar hérnias e reduzir bastante as chances de o problema voltar a aparecer no mesmo local. É um procedimento bastante comum e seguro.
A expectativa é que a alta hospitalar ocorra dentro de uma semana, caso a evolução continue positiva. Tudo depende de como o corpo responde aos estímulos da fisioterapia e ao controle da dor. O acompanhamento médico é diário e rigoroso.
### O histórico de saúde do paciente
Esta foi a oitava operação pela qual Bolsonaro passou desde o atentado sofrido durante a campanha de 2018. Cada intervenção deixa suas particularidades no organismo, exigindo um planejamento cirúrgico muito individualizado. As informações de todo o histórico são cruciais para a equipe médica.
Os soluços recorrentes, por exemplo, são um capítulo à parte nessa recuperação. Eles não são apenas um incômodo simples, mas podem levar à fadiga por interferirem no ciclo do sono. Por isso, a equipe trata isso com a mesma seriedade que os cuidados pós-operatórios diretos.
A autorização para a cirurgia em um hospital particular veio do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Esse trâmite é parte da rotina de qualquer procedimento envolvendo alguém com a situação jurídica em análise. A vida segue seu curso, com a saúde sempre em primeiro plano.
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