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Juliano Cazarré revela emocionante evolução no tratamento de sua filha

A rotina de Juliano Cazarré é diferente da maioria dos pais. Enquanto muitos se preocupam com lição de casa e atividades extracurriculares, ele e a esposa, Letícia, acompanham de perto um delicado tratamento de saúde. A filha caçula, Maria Guilhermina, hoje com três anos e meio, nasceu com uma condição cardíaca rara, chamada anomalia de Ebstein.

Ela passou os primeiros sete meses de vida internada em um hospital de São Paulo. Foram meses intensos, repletos de procedimentos e incertezas. Atualmente, a menina segue o tratamento em casa, com monitoramento constante de uma equipe médica. A vida da família se adaptou a essa nova realidade, cheia de cuidados especiais e esperança.

O ator compartilhou recentemente como estão os avanços da pequena. A trajetória é de progressos lentos, mas significativos. Maria Guilhermina faz visitas mensais ao hospital para a troca da cânula da traqueostomia, um procedimento essencial para sua respiração. Cada pequeno passo é comemorado como uma grande vitória.

Os próximos passos do tratamento

A família tem metas claras para o futuro. O maior desejo de Juliano é ver a filha se alimentar com comida sólida. Até hoje, ela depende de fórmulas nutricionais específicas. Outro objetivo importante é que ela consiga, um dia, ficar sem o respirador. A meta traçada com os médicos mira o ano de 2026 para esse marco.

Além dos desafios cardíacos, a menina enfrenta outras sequelas do primeiro ano de vida tão conturbado. Ela tem um atraso no desenvolvimento motor e cognitivo. A traqueostomia também impede que ela fale, por enquanto. “Queria muito ouvir a voz dela”, confessou o pai, em um relato emocionado.

O caminho é longo e requer paciência. Uma equipe de profissionais, como fisioterapeutas e fonoaudiólogos, trabalha para estimular seu desenvolvimento. São avanços graduais, que exigem dedicação diária. A rotina é puxada, mas a família se mantém unida e focada no bem-estar de Maria Guilhermina.

Superando os momentos mais difíceis

Relembrar o período de internação ainda mexe com o ator. Ver a filha passar por tantos procedimentos invasivos foi extremamente doloroso. Ele descreve cenas difíceis, com muitas injeções, tubos e até uma cirurgia de peito aberto. A imagem de uma criança frágil sofrendo é um teste para qualquer pai ou mãe.

No entanto, Juliano revela que enfrentou crises pessoais ainda mais esmagadoras. Ele passou por um período turbulento em seu casamento, onde se sentiu sem chão. Naquela época, faltou-lhe a fé que o sustenta hoje. A crise familiar, para ele, foi mais difícil de suportar do que a batalha médica da filha.

A experiência com Maria Guilhermina, por mais dura, veio com uma certa compreensão. Ele passou a enxergar aquela luta como uma missão, uma cruz a ser carregada com significado. Essa perspectiva o ajudou a encontrar forças onde antes só havia desespero. A fé se tornou seu alicerce.

A vida com seis filhos em casa

Juliano é pai de outros cinco filhos: Vicente, Inácio, Gaspar, Maria Madalena e Estêvão. Gerir uma casa com tantas crianças já é uma logística complexa por si só. Com os cuidados especiais da caçula, a dinâmica familiar exige ainda mais jogo de cintura. O barulho, a bagunça e os sumiços de objetos são parte do dia a dia.

Ele brinca que ser pai é um treino de paciência constante. Às vezes, a irritação fala mais alto, e ele se pega brigando mais do que gostaria. A doação incondicional é a base da paternidade para ele. É preciso estar presente, física e emocionalmente, o tempo todo.

Um exemplo simples mostra a escala da rotina: as compras do mês. Juliano vai ao mercado com fones de ouvido e um carrinho grande. Enche tudo com dezenas de caixas de leite, sacões de frutas e legumes. É uma operação que reflete a vida de uma família numerosa. Uma vida cheia, ruidosa e, acima de tudo, repleta de amor.

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