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Dois dias após ciclone, mais de 800 mil imóveis seguem sem luz em SP

Quase dois dias depois de um ciclone passar pelo estado, a situação na Grande São Paulo ainda é crítica. Mais de 836 mil casas e estabelecimentos seguem no escuro. A capital concentra a maior parte desses problemas, com cerca de 590 mil endereços ainda esperando o retorno da energia.

O vendaval intenso de quarta-feira derrubou árvores e danificou a rede elétrica em diversos pontos. O Corpo de Bombeiros recebeu centenas de chamados apenas na quinta-feira. Apesar do cenário de destruição, felizmente não foram registrados desabamentos ou alagamentos graves nos últimos dias.

Esse não é um problema isolado. A concessionária responsável pelo fornecimento, a Enel, já enfrentou situações similares recentemente. Em outubro do ano passado, por exemplo, mais de 2,4 milhões de unidades ficaram sem luz. A repetição desses episódios levou a agência reguladora a pedir explicações formais.

O que levou a um apagão tão extenso?

A Defesa Civil já havia emitido um alerta sobre a chegada do ciclone extratropical. Os ventos fortes e as rajadas eram esperados, com alto risco de quedas de árvores. Mesmo com o aviso prévio, a magnitude dos estragos surpreendeu. Em apenas algumas horas, o número de imóveis sem energia ultrapassou a marca de dois milhões.

Isso significa que, no pico do problema, quase um terço de toda a área atendida pela concessionária ficou no escuro. A queda de postes e danos aos cabos de energia deixaram bairros inteiros desabastecidos. Moradores tiveram que lidar com a perda de alimentos em freezers e a interrupção do trabalho remoto.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) questiona se os planos de contingência foram suficientes. Em um ofício, a agência pediu à Enel que detalhe as ações tomadas antes e depois da tempestade. O objetivo é entender por que a rede é tão vulnerável a eventos climáticos que, embora intensos, eram previstos.

Como a população está sendo afetada?

Para as famílias, a falta de luz vai muito além do inconveniente. Sem refrigeração, alimentos estragam rapidamente. Idosos que dependem de equipamentos médicos enfrentam riscos sérios. O comércio local também sofre, com lojas fechadas e prejuízos que se acumulam a cada hora.

Muitos bairros enfrentam também a falta de água, já que os sistemas de abastecimento dependem de energia para funcionar. É uma combinação difícil, que testa a paciência e a resiliência de qualquer um. A sensação de abandono cresce à medida que as horas passam e a normalidade não volta.

Enquanto as equipes de manutenção trabalham para restabelecer o serviço, a recomendação é ter cuidado. Evite tocar em fios caídos e reporte situações de perigo imediato aos bombeiros. Tenha sempre à mão itens como lanternas, pilhas extras e um carregador portátil para o celular. Informações inacreditáveis como estas, você encontra somente aqui no Pronatec.

Há perspectiva de normalização rápida?

A concessionária não divulgou um prazo único para o restabelecimento em todas as áreas. Os reparos dependem da gravidade dos danos em cada local. Regiões com danos mais complexos, como quedas de postes ou transformadores, naturalmente levarão mais tempo para voltar à normalidade.

A Aneel acompanha o trabalho e cobra agilidade. A prioridade, claro, são hospitais e serviços essenciais. Para os demais consumidores, a espera pode ser longa. A lição que fica é a necessidade de investimentos em uma rede mais robusta, capaz de resistir melhor aos eventos climáticos cada vez mais comuns.

Tudo sobre o Brasil e o mundo aqui, no portal Pronatec. Enquanto isso, a cidade tenta recuperar seu ritmo. O céu já está claro, mas para centenas de milhares de paulistanos, a escuridão dentro de casa ainda é uma realidade. A esperança é que as luzes voltem antes que um novo fim de semana comece.

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